Sporting Clube Portugal sofre derrota em casa e torcida reage mal
Sporting Clube Portugal enfrenta pressão após sequência negativa em jogos no estádio de Alvalade.

O Sporting clube portugal voltou a tropeçar em casa e deixou Alvalade em clima pesado neste domingo: derrota por 2-1 para o Académico de Viseu, com direito a lenços brancos nas bancadas, vaias em uníssono e parte da torcida indo embora antes do apito final, num cenário que escancara a crise recente dos leões como mandantes.
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Académico vence em contra-ataques; Sporting falha na definição
Empurrado por 43.896 espectadores, o Sporting de Lisboa até começou melhor, pressionando alto e acumulando finalizações, mas voltou a esbarrar na própria ineficácia ofensiva e em falhas defensivas que o Académico explorou com frieza. A equipe visitante encaixou contra-ataques rápidos, aproveitou os espaços deixados pelo balanceamento ofensivo leonino e saiu de Alvalade com a quinta vitória consecutiva.
O retrato do jogo está nas estatísticas: o Sporting terminou o primeiro tempo com 10 remates, contra 3 do Académico, e quatro ocasiões claras a duas. “O Sporting termina o primeiro tempo com 10 remates (contra 3 do Académico) e quatro ocasiões flagrantes (contra duas)”, resumiu a análise oficial da partida, sublinhando a dificuldade leonina em transformar volume em gol.
A rigor, o Académico já justificava o rótulo de time mais letal em campo. “O Sporting está partido e o Académico aproveita os espaços para se chegar à frente”, apontou o comentário tático ao longo da etapa final, quando os visitantes passaram a explorar com ainda mais convicção as transições rápidas.
Gols, VAR e poste: como foi o 2-1 em Alvalade
O placar começou a ser construído num desses contra-ataques. Depois de o Sporting desperdiçar chances claras, o Académico saiu em velocidade pela direita. Robinho avançou e cruzou para o segundo poste, onde João Guilherme apareceu livre para desviar e fazer 1-0, num “balde de água fria em Alvalade”. Pouco depois, um novo gol viseense chegou a ser marcado, mas acabou anulado por irregularidade no lance de origem.
O Sporting respondeu com ainda mais pressão. Irankunda e Maxi Araújo criaram boas jogadas pela esquerda, Ioannidis levou perigo pelo centro e Luis Suárez colecionou finalizações. Maxi acertou o poste duas vezes, e Suárez também viu uma cabeçada explodir no ferro, aumentando a frustração nas arquibancadas.
Já perto do intervalo, Miguel Nogueira assinalou pênalti para os leões após choque entre Maxi e o goleiro Ewerton, mas o lance foi à revisão. “O árbitro pára a jogada. Verificação VAR em progresso”, registrou o relato. Depois de analisar as imagens, o juiz voltou atrás: “Decisão revertida! Miguel Nogueira considerou que Ewerton jogou a bola.” O primeiro tempo terminou com o Académico na frente e a sensação de desperdício do lado verde e branco. “Acaba a primeira parte e o Académico está na frente. O Sporting entrou melhor, criou perigo, mas não foi eficaz”, resumiu o comentário oficial.
Na segunda etapa, Rui Borges ajustou o time para um 4x4x2 mais declaradamente ofensivo, com Ioannidis e Luis Suárez na frente e o Sporting com “10 jogadores no meio-campo contrário”. A pressão finalmente deu resultado. Geny cruzou da direita e o colombiano apareceu na área, de primeira, para empatar: “Luis Suárez marcou… outra vez! Está feito o empate!”, celebrou o relato, destacando o décimo jogo consecutivo do atacante marcando.
O empate parecia empurrar o Sporting para a virada, mas o Académico voltou a golpear num lance que gelou o estádio. Em novo contra-ataque, Messeguem cruzou da esquerda e João Guilherme apareceu de novo, agora com um voleio perfeito, para fazer 2-1. “João Guilherme faz o bis, ao finalizar em vólei um cruzamento de Messeguem! Golpe de teatro no reino do leão!”, descreveu o relato do segundo gol.
Com a desvantagem restabelecida, o Sporting se lançou de vez ao ataque. Irankunda, Maxi, Ioannidis e Suárez ainda criaram boas oportunidades, Ewerton fez defesas decisivas e Clóvis quase ampliou num erro de Ba, mandando para fora quando estava cara a cara com Kaique. O quarto árbitro indicou 4 minutos de compensação — “O quarto árbitro mostra 4 minutos de compensação” — mas, mesmo com a bola rondando a área viseense até o fim, o empate não veio.
Torcida perde a paciência e pressiona elenco e comissão
O apito final foi o gatilho para a explosão de descontentamento. “Alvalade, em uníssono, assobiou a equipa de Rui Borges”, descreveu o relato oficial. Muitos adeptos já tinham começado a sair do estádio minutos antes, quando ficou claro que a reação não aconteceria. “Adeptos começam a abandonar Alvalade”, registrou outro trecho.
Ao se aproximarem da bancada para agradecer o apoio, os jogadores do Sporting ouviram uma mistura de assobios e lenços brancos, gesto tradicional de protesto em Alvalade. A equipe chega a três jogos seguidos sem vitória em casa e acumula duas derrotas consecutivas, o que eleva a pressão interna e externa sobre o elenco e a comissão técnica.
Em campo, além do faro de gol de Luis Suárez, o australiano Ioannidis foi um dos poucos pontos positivos do Sporting fc hoje. “O australiano Ioannidis foi o jogador mais perigoso do Sporting”, registrou a análise, destacando a participação constante nas principais chegadas à área do Académico.
Do outro lado, a vitória tem peso histórico para os visitantes e reforça o momento ascendente da equipe beirã. “O Académico venceu o Sporting, por 2-1, e aumentou para cinco a série vitoriosa”, apontou o relato, sublinhando também o feito: “Surpresa em Alvalade! O Académico venceu o Sporting pela primeira vez em 45 anos.”
A derrota em casa, diante de quase 44 mil pessoas, acende um alerta sério no Sporting cp. O esquema com dois atacantes, que vinha sendo testado, ainda não convence, e a série negativa em Alvalade começa a pesar na confiança do grupo. A direção e a comissão técnica terão pouco tempo para respostas: o calendário aperta, a torcida cobra e cada novo jogo em Lisboa tende a ser um teste de fogo para um time que precisa reencontrar vitórias em casa para acalmar o ambiente no clube e recolocar o Sporting academia e o restante do projeto esportivo no eixo.


