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Bahia empata com Santos e mantém 5º lugar no Brasileirão 2026

Após abrir vantagem, Bahia cede empate ao Santos e mantém posição no grupo de classificação para a Libertadores.

Bahia empata com Santos e mantém 5º lugar no Brasileirão 2026

Bahia Depois de ir para o intervalo sob vaias e dois pênaltis convertidos por Rollheiser, o Bahia reagiu no segundo tempo, buscou o 2 a 2 contra o Santos na Arena Fonte Nova e manteve a equipe na parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro, mas ainda distante dos líderes.

O empate deste sábado, na 13ª rodada, leva o Bahia a 21 pontos e segura o time na quinta colocação, ainda rondando o G-5 após duas derrotas seguidas em casa. Já o Santos chega a 14 pontos, permanece em 15º e continua ameaçado pela zona de rebaixamento, aumentando a pressão sobre o técnico Cuca.

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Quem marcou os gols no jogo Bahia x Santos?

O placar de 2 a 2 teve dois gols de Rollheiser, de pênalti, para o Santos, e gols de Luciano Juba e Willian José para o Bahia.

No primeiro tempo, a defesa tricolor falhou e cometeu dois pênaltis. Rollheiser assumiu as cobranças e marcou ambos, o primeiro em lance de falta dentro da área e o segundo já nos acréscimos, após toque de mão de Ramos Mingo. Nas duas batidas, o meia santista deslocou o goleiro Léo Vieira e abriu vantagem confortável para os visitantes antes do intervalo.

Na etapa final, o Bahia adiantou as linhas, empurrou o Santos para o campo de defesa e transformou o cenário da partida. Aos 30 minutos, Luciano Juba cobrou falta com efeito, pegou o goleiro Diógenes adiantado e descontou, mesmo com o toque do santista na bola. Sete minutos depois, aos 37, Erick Pulga disparou pela direita e cruzou na medida para Willian José testar firme e empatar.

Bahia reage sob comando interino

Suspenso, Rogério Ceni acompanhou do alto o time que foi dirigido à beira do campo pelo interino Charles Hembert. Sem o zagueiro David Duarte, também suspenso, o Bahia sofreu na primeira etapa, especialmente nas bolas dentro da área que originaram os dois pênaltis.

A conversa no vestiário mudou o comportamento tricolor. O time voltou mais agressivo, passou a ocupar o campo ofensivo e viu o Santos recuar. Antes mesmo dos gols, o Bahia já havia assustado com bola na trave após lançamento de Caio Alexandre para o ataque.

Com o empate, o clima na Fonte Nova virou: as vaias do intervalo deram lugar ao apoio na reta final, com o Bahia mantendo a pressão até o apito de Ramon Abatti Abel.

Desfalques pesam e expõem defesas

Os dois lados lidaram com ausências importantes. Cuca não teve Neymar, preservado, nem Gabigol, suspenso, além de outros titulares fora por suspensão ou preservação física. Do lado baiano, além de David Duarte, baixas médicas e a própria ausência de Ceni interferiram na montagem da equipe.

As defesas acabaram expostas. O Bahia, com dois pênaltis cometidos em 45 minutos, viu seu setor ser o ponto mais vulnerável. Já o Santos, que chegou a abrir 2 a 0, não sustentou a vantagem diante da pressão tricolor e passou a se defender perto da própria área, sem conseguir explorar contra-ataques.

Entenda o contexto

O Bahia vinha de duas derrotas seguidas em casa, uma delas pela Copa do Brasil, sob forte cobrança da torcida. Nos últimos cinco jogos antes deste sábado, somava apenas duas vitórias. O empate, embora mantenha o time no bloco de cima, frustra a chance de encostar ainda mais nos primeiros colocados do Brasileirão.

O Santos chegou a Salvador pressionado por três partidas sem vitória na Série A, todas em casa. Mesmo com desempenho melhor em alguns momentos da partida, o time não conseguiu administrar a vantagem construída com os pênaltis de Rollheiser e segue com a mesma distância mínima para a zona do rebaixamento.

Clima pesado e críticas internas

Mesmo suspenso, Rogério Ceni foi um dos personagens do pós-jogo. O técnico do Bahia cobrou mais disciplina do elenco. “Tem que se policiar”, afirmou, ao comentar erros que, na visão dele, se repetem e custam pontos importantes na competição. Ceni também não poupou críticas ao estado do campo na Fonte Nova: “Lamentamos o gramado, 70% do jogo foi só chutão”.

No Santos, além da pressão sobre Cuca, a tensão apareceu nas declarações. O meia Rodrigo Nestor criticou publicamente Neymar, que foi preservado da partida. Segundo o jogador, o camisa 10 “falhou como pessoa”, num recado que expõe ruídos internos em um momento em que o time precisa de união para se afastar do Z-4.

Arbitragem em debate

A atuação de Ramon Abatti Abel também entra na conta das discussões pós-rodada. Os dois pênaltis marcados para o Santos, ambos no primeiro tempo, influenciaram diretamente o roteiro da partida e devem ser alvo de análise em programas esportivos e pelos próprios clubes. A arbitragem de vídeo (VAR), comandada por Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, participou das checagens nas infrações dentro da área.

Próximos jogos e pressão crescente

O empate na Fonte Nova muda pouco o cenário de pressão sobre as duas equipes. O Bahia segue bem colocado, mas sem conseguir transformar desempenho em vitória diante da torcida, e volta a campo contra o São Paulo, em Bragança Paulista, em duelo direto para permanecer entre os primeiros da tabela.

Já o Santos encara uma sequência ainda mais delicada. O próximo compromisso é contra o Palmeiras, no Allianz Parque, em São Paulo, jogo que pode ser decisivo na luta para se afastar da zona de rebaixamento. Um novo tropeço tende a aumentar a cobrança sobre Cuca, diretoria e elenco, que já convivem com protestos e questionamentos constantes.