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São Paulo

Eleitora é impedida de votar em Campinas após sistema indicar voto já registrado

Neli Maria Marchiori Dal Gallo, de 62 anos, afirma que não votou no primeiro turno e foi surpreendida ao descobrir que o sistema apontava sua participação na votação deste domingo (25). O caso foi registrado em ata, e o TRE-SP foi procurado para esclarecimentos.

Eleitora é impedida de votar em Campinas após sistema indicar voto já registrado

Uma eleitora de 62 anos foi impedida de votar no segundo turno das eleições, neste domingo (25), em Campinas, no interior de São Paulo, após o sistema da Justiça Eleitoral indicar que o voto dela já havia sido registrado. Identificada como Neli Maria Marchiori Dal Gallo, a mulher procurou sua seção eleitoral na Escola Municipal Orlando Carpino, no Jardim Ouro Branco, mas não conseguiu concluir a votação.

Segundo informações, Neli apresentou seus documentos à mesária e foi informada de que o sistema apontava um registro de voto em seu nome. A eleitora afirmou que não compareceu ao primeiro turno e relatou que utiliza a identificação biométrica há pelo menos três eleições sem ter enfrentado problemas semelhantes.

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Eleitora afirma que não votou no primeiro turno

O caso chamou a atenção porque, de acordo com o relato da eleitora, ela não havia participado da primeira etapa da eleição. Mesmo assim, ao tentar votar no segundo turno, foi informada de que já existia um registro associado à sua identificação.

A mesa receptora registrou a ocorrência em ata. Conforme as informações divulgadas, o documento não apresentava comprovantes de votação nem assinaturas atribuídas à eleitora nos turnos eleitorais. Também não foram encontradas outras pessoas com nomes iguais ou semelhantes na seção.

Os mesários não conseguiram explicar o motivo da divergência naquele momento e orientaram Neli a registrar um boletim de ocorrência. A eleitora, portanto, deixou o local sem conseguir exercer o voto.

TRE-SP foi procurado para esclarecer o caso

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não apresentou resposta oficial.

Sem um posicionamento oficial, ainda não é possível determinar por que o sistema indicou um voto já registrado, nem se houve falha técnica, inconsistência cadastral ou outro tipo de irregularidade. A existência do registro no sistema, isoladamente, não comprova fraude eleitoral.

O que acontece quando há divergência na identificação do eleitor?

A identificação dos eleitores é uma etapa fundamental do processo de votação. A Justiça Eleitoral utiliza dados cadastrais e, quando disponível, a biometria para confirmar a identidade de quem comparece à seção. Se houver algum problema na identificação, a situação precisa ser tratada conforme os procedimentos eleitorais aplicáveis.

O TSE informa que a biometria contribui para reforçar a segurança da votação, mas a identificação também segue procedimentos alternativos previstos para situações em que a digital não é reconhecida. O caso de Campinas, porém, envolve a indicação de que o voto já estaria registrado e depende de esclarecimento específico das autoridades.

A ata da seção e os registros da Justiça Eleitoral poderão ajudar a esclarecer o que aconteceu. Até que o tribunal se manifeste ou haja conclusão da apuração, não é possível atribuir responsabilidade ou afirmar que houve fraude.