CD Projekt anuncia Songs of the Past, nova expansão de The Witcher 3
A CD Projekt Red anuncia nesta terça-feira (27) Songs of the Past, nova expansão de The Witcher 3: Wild Hunt, prevista para 2027. O conteúdo inédito marca o retorno de Geralt de Rívia mais de uma década após o lançamento original do RPG.
Geralt volta ao centro do palco 12 anos depois
O anúncio pega a comunidade de surpresa e reabre um capítulo que muitos consideravam encerrado desde Blood and Wine, de 2016. Doze anos após a estreia de The Witcher 3 em 2015, o estúdio polonês volta ao RPG que vendeu mais de 60 milhões de cópias e acumulou mais de 250 prêmios de Jogo do Ano.
Songs of the Past chega apenas para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, reforçando o foco da empresa na geração atual. Jogadores de PlayStation 4 e Xbox One ficam de fora dessa nova etapa da saga do bruxo, que parecia concluída com a despedida ensolarada em Toussaint.
A expansão é codesenvolvida ao lado da Fool’s Theory, estúdio formado por veteranos que participaram do The Witcher 3 original. A CD Projekt descreve o conteúdo como “uma nova aventura inédita de Geralt de Rívia”, mas evita qualquer detalhe sobre enredo, ambientação ou duração da campanha extra.
O segredo em torno da trama alimenta uma expectativa que vinha crescendo em fóruns e redes sociais. Rumores sobre uma “expansão secreta” circulam há meses, com fãs apostando em uma região inspirada em desertos e culturas pouco exploradas no universo da série. Nada disso é confirmado pela desenvolvedora, que promete revelar mais informações no fim do inverno de 2026, a partir de junho.
Atualização técnica muda regras no PC
O retorno de Geralt vem acompanhado de uma guinada técnica importante. Para acomodar a nova expansão e manter o jogo alinhado com padrões atuais de performance, a CD Projekt eleva os requisitos mínimos de The Witcher 3 no PC no próximo grande update.
O jogo passa a exigir Windows 11, uso obrigatório de SSD e suporte exclusivo ao DirectX 12. O processador mínimo recomendado salta para um Ryzen 5 2600 ou Intel Core i5-8400, enquanto a empresa indica placas de vídeo a partir da GeForce GTX 1660 ou Radeon RX 5500 XT. A configuração sugerida inclui pelo menos 12 GB de memória RAM e 70 GB de espaço em SSD.
A decisão aproxima o RPG de lançamentos recentes, mas pressiona máquinas mais antigas, que hoje ainda rodam The Witcher 3 com folga. Parte da base de jogadores tende a adiar a atualização ou até perder acesso às melhorias técnicas, o que deve alimentar debates sobre acessibilidade, preservação e longevidade dos jogos de PC.
A nova expansão também atua como vitrine de catálogo para o estúdio. Ao voltar ao título mais celebrado de sua história, a CD Projekt reforça a imagem de cuidado com o legado da franquia num momento em que prepara a transição para uma nova fase da marca The Witcher. Hearts of Stone, em 2015, e Blood and Wine, em 2016, ajudaram a consolidar o RPG como referência em conteúdo extra robusto; Songs of the Past precisa agora dialogar com esse padrão elevado.
Estratégia mira fãs antigos e futuro da franquia
Songs of the Past se encaixa em um calendário cheio. A CD Projekt trabalha em The Witcher 4, protagonizado por Ciri, e no remake do primeiro The Witcher, também em parceria com a Fool’s Theory. Em paralelo, desenvolve Cyberpunk 2, de codinome Orion, e prepara a animação Cyberpunk: Edgerunners 2.
Ao retomar Geralt em 2027, o estúdio cria uma ponte emocional entre a velha guarda de fãs e a nova fase da franquia. Quem conhece apenas a série da Netflix ou entrou no universo com o upgrade de nova geração encontra uma razão concreta para revisitar um jogo de 2015 turbinado para o hardware atual.
A data exata de lançamento ainda não está definida, mas a empresa já escolhe um palco simbólico para alimentar a curiosidade. Nesta quinta-feira (28), às 11h45, a CD Projekt realiza um evento pelos 10 anos de Blood and Wine, expansão que até aqui encerrava oficialmente a jornada de Geralt. A comemoração vira, na prática, o começo de uma nova despedida.
A confirmação de que mais detalhes surgem no fim do inverno de 2026 indica uma campanha longa de comunicação, com espaço para trailers, bastidores e possíveis testes antecipados. A expansão que revisita o passado de Geralt também funciona como teste de confiança para o futuro de The Witcher 4 e de todo o portfólio do estúdio. A resposta dos jogadores a Songs of the Past vai dizer até onde esse universo ainda consegue ir.
