Esportes

Atlético encontra formação ideal e se aproxima de vaga na Sul-Americana

O Atlético Mineiro reencontra equilíbrio tático, reage no Grupo B da Copa Sul-Americana e se aproxima da vaga nas oitavas neste 22 de maio de 2026. A guinada vem após semanas de incerteza, risco real de eliminação e forte cobrança sobre o técnico Domínguez.

De time pressionado a candidato à liderança

O cenário do Atlético no torneio muda em poucas rodadas. No início da fase de grupos, o clube soma tropeços, sofre com atuações instáveis e flerta com a eliminação precoce. Hoje, joga por uma vitória simples para praticamente confirmar a classificação e assumir a liderança, algo impensável há menos de um mês.

A virada de chave passa pela formação que Domínguez decide manter nas últimas partidas. O treinador abandona testes sucessivos, fixa uma espinha dorsal e reduz improvisos. O meio-campo ganha função clara, com um volante mais preso, dois meias responsáveis por aproximar defesa e ataque e pontas que recompõem com disciplina. A defesa, antes vulnerável, passa a sofrer menos finalizações e o time encaixa duas vitórias seguidas no grupo, resultado que o recoloca na briga pela ponta.

Ajustes táticos, confiança recuperada e impacto no Grupo B

Os números recentes sustentam a percepção de mudança. Em um recorte de três jogos, o Atlético salta de 1 ponto para 7 no Grupo B, com aproveitamento superior a 70% no período. A média de gols sofridos cai pela metade, enquanto o ataque passa a finalizar mais, com aumento próximo de 30% em chutes certos ao gol em relação às primeiras rodadas. Em campo, o time deixa a impressão de saber o que faz com a bola e onde precisa estar sem ela.

A confiança também muda de lado. Adversários que projetavam um Atlético desorganizado agora redesenham seus planos. A possibilidade de o clube mineiro fechar a fase de grupos na liderança obriga rivais diretos a buscar resultados fora de casa, elevando o risco de exposição defensiva. A própria federação sul-americana observa a reconfiguração do Grupo B, que abre espaço para um brasileiro com ambição real de avançar às fases decisivas.

Domínguez consolida ideias e aproxima o Galo do mata-mata

Nos bastidores, a leitura é clara: a decisão de encontrar uma formação ideal funciona como ponto de virada da campanha. Dirigentes que há poucas semanas evitavam projeções mais ousadas agora falam em chegar às quartas de final como meta mínima. Em conversas internas, a palavra repetida é “estabilidade”, algo que o Atlético não encontra em 2025 e que volta a aparecer justamente no momento mais delicado da fase de grupos.

A pressão sobre Domínguez também se reorganiza. A sequência de resultados positivos reduz o tom das críticas e reforça a imagem de um treinador que consegue corrigir rota sob fogo cruzado. A classificação para as oitavas, caso confirmada, não vale apenas esportivamente. O clube projeta receita adicional com bilheteria e premiações, calcula aumento de visibilidade internacional e vê a Sul-Americana como vitrine para jogadores e patrocinadores. A reta final da fase de grupos se transforma, assim, em mais que um desafio esportivo: é a chance de consolidar um projeto técnico que parecia ameaçado antes do tempo e de recolocar o Atlético em um mapa continental que, nos últimos anos, parecia mais distante do que a torcida gostaria.

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