7 smartwatches que valem cada centavo em maio de 2026
Sete smartwatches se destacam no Brasil em maio de 2026 ao combinar preço competitivo, bateria confiável e recursos de saúde e esportes. A seleção equilibra modelos avançados de Samsung e Apple com opções de ótimo custo-benefício de Xiaomi e Haylou, mirando quem quer relógio inteligente para o dia a dia e para treinos.
Corrida por bateria, saúde e integração com o celular
O relógio no pulso já não serve só para ver as horas. Em 2026, ele mede sono, acompanha corrida, avisa de mensagens e até substitui o cartão na maquininha. Nesse cenário, consumidores brasileiros correm atrás de modelos que entregam tudo isso sem esvaziar a carteira nem obrigar recarga a cada poucas horas.
Na faixa acima de R$ 1.200, a Samsung ocupa o posto de opção mais segura para quem usa Android. O Galaxy Watch 7, encontrado a partir de R$ 1.299, mira quem quer um smartwatch completo, mas ainda com aparência de relógio urbano. Ele traz tela AMOLED com modo sempre ligado, GPS preciso, pagamentos por NFC e um pacote de saúde que inclui monitoramento avançado de sono, batimentos, exercícios e eletrocardiograma em mercados compatíveis.
Por dentro, o Watch 7 roda com o processador Exynos W1000, 2 GB de memória e sistema com recursos de Galaxy AI. A bateria de 300 mAh na caixa de 40 mm, ou 425 mAh na de 44 mm, garante cerca de 40 horas de uso em cenário misto. Na prática, o usuário sente algo próximo a um mini-smartphone no pulso, com direito a responder notificações, usar assistente de voz e integrar o relógio a outros aparelhos Galaxy de forma quase transparente.
Quem leva a sério treinos ao ar livre olha para cima na tabela de preços. O Galaxy Watch Ultra, vendido em torno de R$ 2.519 na Shopee e passando de R$ 4.500 em ofertas menos agressivas, é o modelo para aventura e esporte pesado. A bateria de 590 mAh chega a até 100 horas em modo de economia, enquanto a certificação IP68, o padrão militar de resistência e o suporte a mergulho em água salgada até 100 metros miram trilhas, natação em mar aberto e provas longas.
No dia a dia, o Ultra oferece o mesmo ecossistema do Watch 7, mas adiciona métricas mais avançadas de corrida, ciclismo e esportes de resistência. O apelo é claro: ele conversa com atletas amadores e entusiastas dispostos a pagar mais por um relógio robusto. O preço alto restringe o público, mas, dentro do universo Android, o modelo se consolida como um dos mais completos à venda em 2025 e segue forte em 2026.
No lado da Apple, o Watch SE de 2ª geração permanece como porta de entrada no ecossistema da marca. Em maio de 2026, ele aparece a cerca de R$ 1.867 na Shopee e por volta de R$ 2.734 na Amazon. A proposta é manter o essencial: integração total com o iPhone, notificações bem tratadas, variedade de treinos, monitoramento de batimentos e detecção de quedas.
A bateria segura entre um e um dia e meio, o que obriga o hábito de recarregar todas as noites, marca registrada da linha. Em contrapartida, o usuário recebe um relógio com anos de suporte de software, compatível com os recursos recentes do watchOS e com uma vitrine recheada de aplicativos e mostradores. Para quem nunca usou smartwatch e está no iOS, o SE 2 continua sendo o caminho mais lógico para começar.
Guerra do custo-benefício agita Xiaomi e Haylou
Longe do topo de linha, o jogo muda de figura. No segmento entre R$ 200 e R$ 500, a disputa se acirra e explica por que muitos brasileiros trocam pulseiras simples por relógios mais completos. Nessa faixa, a Xiaomi e a Haylou ganham protagonismo com telas grandes, dezenas de modos esportivos e baterias que duram bem mais que as de modelos premium.
O Redmi Watch 4, hoje em torno de R$ 499 na Amazon, virou um dos queridinhos de quem busca custo-benefício. A tela AMOLED de 1,97 polegada, com brilho de até 600 nits, entrega boa visibilidade sob sol forte. São mais de 150 modos esportivos, GPS com suporte a múltiplos sistemas de satélite e monitoramento de sono, batimentos e oxigenação do sangue.
O ponto que mais chama atenção é a bateria. Em uso típico, ela se aproxima de duas semanas longe do carregador, número que muitos relógios mais caros não alcançam. Para quem não quer lembrar de tomada o tempo todo, esse detalhe pesa tanto quanto ter aplicativo instalado no pulso.
Na sequência vem o Redmi Watch 5, que aparece no Mercado Livre por cerca de R$ 228 e mantém o foco em quem quer pagar pouco e usar muito. A geração de 2025 ficou entre as mais recomendadas de custo-benefício, com tela próxima de 2 polegadas, Alexa integrada em versões selecionadas, mais de 140 modos esportivos e bateria que pode passar de 18 dias em uso moderado.
O relógio ainda conversa com plataformas como Strava e Apple Health em determinados modelos, reforçando o apelo para quem registra corrida e pedal em aplicativos populares. A conta é simples: para quem precisa de monitoramento de sono, passos, exercícios e notificações básicas, o Redmi Watch 5 entrega mais do que o preço sugere.
No terreno da Haylou, dois lançamentos recentes disputam atenção de quem quer aparência premium gastando pouco. O Haylou Watch 3, encontrado por cerca de R$ 180 no AliExpress, aposta em uma tela AMOLED de 1,85 polegada, brilho forte e acabamento que tenta imitar relógios mais caros. Ele não traz GPS, mas oferece chamadas por Bluetooth, monitoramento de saúde e mais de 150 modos esportivos.
A autonomia também foge ao padrão dos modelos de entrada, com vários dias de uso longe da tomada, dependendo do perfil de notificação e treino. O Solar Lite 2, vendido por volta de R$ 160, repete a fórmula da bateria longa e acrescenta uma tela AMOLED de 1,43 polegada, moldura em liga de zinco e suporte para chamadas por Bluetooth.
Nós testamos o Solar Lite 2 em 2026 e o modelo agrada pelo conjunto. O relógio promete até 30 dias de uso em modo econômico e mantém mais de 150 modos esportivos, medição de batimentos e sono e integração com Strava. É o tipo de produto que, ao custar pouco, força concorrentes a rever o que entregam na mesma faixa.
O que muda para o consumidor e o que vem pela frente
A seleção desses sete relógios ajuda a organizar um mercado cada vez mais confuso para quem compra pela primeira vez. De um lado, Samsung e Apple oferecem experiência completa, com aplicativos, pagamentos e integração total com o celular, em troca de recargas diárias e preços que passam com folga dos R$ 1.000. De outro, Xiaomi e Haylou miram quem quer bateria longa, monitoramento básico confiável e preço que cabe no orçamento.
Na prática, quem ganha é o consumidor disposto a pesquisar. O atleta amador encontra no Galaxy Watch Ultra um parceiro para treinos longos. O usuário de iPhone tem no Apple Watch SE 2 um acesso mais barato ao ecossistema da marca. Quem busca custo-benefício puro tende a gravitar em torno dos Redmi e dos Haylou, aceitando a ausência de GPS em troca de pagar menos de R$ 200 em um modelo com chamadas e registro de exercícios.
Esse movimento pressiona o restante da indústria. Para continuar relevante, cada marca precisa equilibrar bateria, sensores de saúde, precisão de GPS e integração com o celular em faixas de preço bem definidas. Modelos intermediários sem um diferencial claro ficam espremidos entre relógios baratos muito competentes e topos de linha cada vez mais completos.
O próximo passo passa por sensores mais precisos e software mais inteligente, inclusive com uso maior de recursos de inteligência artificial para interpretar dados de sono, estresse e desempenho esportivo. A dúvida que fica para os próximos anos é até que ponto os usuários brasileiros estarão dispostos a pagar mais por essas novidades ou se a pressão pelo custo-benefício continuará ditando as regras do pulso conectado.
