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André, do Corinthians, é expulso por gesto obsceno em dérbi com o Palmeiras

O volante André, do Corinthians, é expulso aos 35 minutos do primeiro tempo após gesto obsceno para Andreas Pereira, do Palmeiras, neste 12 de abril de 2026. O lance ocorre no dérbi pelo Brasileirão e muda a configuração da partida, que termina empatada em 0 a 0 na Neo Química Arena.

Gesto após falta acende o estopim do clássico

O dérbi começa tenso, com divididas fortes e reclamações dos dois lados. Aos 35 minutos, Andreas Pereira comete falta em André no meio-campo. O volante corintiano cai no gramado, permanece alguns segundos no chão e se levanta irritado. Em seguida, leva a mão à região genital e faz um gesto em direção ao adversário, em frente ao árbitro assistente.

A cena chama a atenção imediata da equipe do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. O jogo é paralisado, e o VAR entra em ação para revisar o comportamento de André. As imagens são checadas em detalhe, com diferentes ângulos exibidos para a cabine de vídeo. Após a revisão, o árbitro principal é orientado a ir ao monitor na beira do campo, em procedimento padrão da Série A desde 2017.

Flávio observa o gesto por alguns segundos e retorna ao gramado com a decisão tomada. Ele mostra o cartão vermelho direto para André, que deixa o campo protestando, cercado por companheiros e adversários. O Corinthians passa a jogar com dez jogadores antes dos 40 minutos da etapa inicial, ainda com mais de 55 minutos pela frente, somando o tempo regulamentar e os acréscimos.

A expulsão acontece em um dos clássicos de maior rivalidade do país, em rodada que abre a disputa do Brasileirão 2026 para as duas equipes. O dérbi, que já carrega décadas de tensão, ganha mais um capítulo marcado por um lance disciplinar e não por gol ou jogada trabalhada. Nas arquibancadas, torcedores demonstram perplexidade enquanto o telão exibe a informação oficial da expulsão.

Corinthians se fecha com um a menos e segura o 0 a 0

Com a desvantagem numérica ainda no primeiro tempo, o Corinthians altera de imediato sua postura em campo. A equipe recua linhas, fortalece o meio defensivo e reduz a ambição ofensiva. O técnico reorganiza o time para compensar a ausência de André, que vinha desempenhando função de marcação e saída de bola. O Palmeiras tenta aproveitar o espaço e aumenta o volume de jogo, mas encontra resistência.

As chances claras de gol se tornam raras, mesmo com a superioridade numérica alviverde. A marcação se intensifica, e o dérbi se transforma em jogo de imposição física e pouca criatividade. Faltas táticas se multiplicam, e o clima segue pesado até o intervalo. No segundo tempo, o Corinthians passa a valorizar cada posse de bola, buscando gastar o tempo e esfriar o ritmo palmeirense. O Palmeiras pressiona, cruza bolas na área e arrisca de média distância, mas para na defesa corintiana e no goleiro.

O empate em 0 a 0, ao fim de 90 minutos mais acréscimos, contrasta com o peso do lance que retira André do jogo. O placar mostra equilíbrio, mas o Corinthians sai em situação ambígua: comemora a resistência com um jogador a menos durante grande parte do duelo, porém convive com a repercussão negativa do gesto do volante. O Palmeiras, por sua vez, lamenta a chance desperdiçada de vencer um rival enfraquecido numericamente desde o primeiro tempo.

Nas redes sociais, o episódio ganha velocidade de viralização. O vídeo do lance, exibido na transmissão de TV e replicado em perfis esportivos, é compartilhado milhares de vezes ao longo da noite de domingo. Comentários se dividem entre críticas duras ao comportamento de André e questionamentos sobre a rigidez da arbitragem e o papel do VAR em decisões disciplinares. A conta “LIBERTA DEPRE” publica a imagem com a legenda: “André, do Corinthians, expulso por fazer gesto obsceno para Andreas Pereira, do Palmeiras”.

Repercussão, fair play e próximos capítulos para André

A expulsão por gesto obsceno ultrapassa o limite do campo e atinge a imagem de André e do próprio Corinthians. Em um campeonato em que cada ponto pesa, a ausência do volante em partidas futuras pode custar caro na tabela. Pelo regulamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, atos ofensivos à moral podem render suspensão de mais de uma partida, dependendo do enquadramento do artigo e da interpretação dos auditores.

Dirigentes, comissão técnica e departamento jurídico do clube passam a avaliar, internamente, como lidar com a conduta do jogador. Multas, advertências e ações educativas são discutidas em casos do tipo, que também interessam a patrocinadores e parceiros comerciais. Especialistas em arbitragem destacam que o uso do vídeo amplia a responsabilização de atletas por atitudes que antes poderiam passar despercebidas. “O VAR não serve só para gol ou pênalti; também protege a integridade do jogo”, costuma dizer, em debates recentes, mais de um ex-árbitro consultado por emissoras de TV.

Analistas esportivos apontam que o episódio reforça a discussão sobre limites emocionais em clássicos de alta rivalidade. Jogadores convivem com pressão diária, mas seguem cobrados por equilíbrio e respeito ao adversário. Em um Corinthians que tenta reconstruir elenco e ambiente após anos de turbulência financeira e política, o comportamento de líderes e jovens ganha ainda mais peso. Cada gesto, em campo ou fora dele, passa a ser medido em escala de milhões de visualizações.

Nas próximas semanas, o caso deve chegar ao STJD, que costuma pautar processos disciplinares em poucos dias após a súmula da arbitragem. A decisão pode definir se André cumpre apenas a suspensão automática de um jogo ou se fica afastado por período maior. O Corinthians, que já encara sequência de confrontos decisivos no Brasileirão e em competições paralelas, precisa calcular a perda técnica no meio-campo e o desgaste na relação com a torcida. A pergunta que permanece, enquanto o vídeo ainda circula, é se o gesto de alguns segundos valerá o tamanho do prejuízo para o jogador e para o clube.

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