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Riquelme decide, Brasil goleia a Argentina e garante vaga no Mundial Sub-17

O Brasil vence a Argentina por 3 a 0 na noite desta sexta-feira (10), em Villeta, no Paraguai, e garante vaga antecipada no Mundial Sub-17 de 2026. Com dois gols de Riquelme e um de Eduardo Conceição, a equipe assume a liderança isolada do Campeonato Sul-Americano Sub-17 e carimba presença nas semifinais.

Domínio brasileiro em clássico continental

No Estádio Ameliano Villeta, a Seleção Brasileira Sub-17 transforma um dos maiores clássicos do futebol mundial em vitrine para uma geração promissora. A vitória por 3 a 0, pela quarta rodada do Sul-Americano, não vale apenas três pontos. Consolida um time que soma nove pontos em três jogos, com ataque avassalador e defesa segura, e empurra a Argentina para um papel de coadjuvante momentâneo, com seis pontos.

O enredo da noite passa pelos pés de Riquelme, atacante de 17 anos do Atlético. Ele marca duas vezes ainda no primeiro tempo, sempre com frieza dentro da área, e desmonta o plano argentino. Eduardo Conceição, meia do Palmeiras, fecha a conta na etapa final e transforma a atuação em afirmação coletiva de um grupo que chega ao Paraguai sob expectativa alta e, rodada após rodada, responde em campo.

Riquelme em evidência e a seleção em grande fase

O placar elástico contra a Argentina não é um ponto fora da curva. O Brasil estreia no Sul-Americano com goleada por 5 a 0 sobre a Bolívia e, na sequência, supera o Peru por 4 a 1. Em três jogos, são 12 gols marcados e apenas um sofrido, desempenho que reforça a condição brasileira de favorita ao título continental e à Copa do Mundo Sub-17 de 2026.

Riquelme se torna símbolo dessa campanha. Ele balança a rede contra o Peru e volta a decidir diante da Argentina, justamente no clássico que alimenta histórias e comparações desde as divisões de base. Nas redes oficiais da Conmebol, o atacante explica a origem do nome e a inspiração em outro camisa 10 famoso. “Meu pai acabou colocando meu nome de Riquelme. Gostava muito dele, via muitos vídeos dele e ele tem um excelente um a um, finalizava bem. É o que tento atribuir a mim”, diz o jovem do Atlético.

O nome, comum nas arquibancadas e nos registros civis do país, ganha mais um capítulo de associação direta ao clássico sul-americano. Em 2023, também no Sul-Americano Sub-17, outro Riquelme, nascido em 2006 e jogador do Palmeiras, marca em vitória brasileira por 3 a 2 sobre a Argentina. Segundo o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, existem 41.730 pessoas chamadas Riquelme no Brasil, somando todas as variações. A coincidência ajuda a dar contornos de anedota a uma trajetória que, para o camisa 9 atual, começa a se desenhar de forma concreta.

Impacto esportivo e vitrine para o futuro

A classificação antecipada para as semifinais, garantida matematicamente com os 9 pontos, muda o tabuleiro do torneio. O Brasil ganha margem para administrar o elenco na rodada final da fase, sem abrir mão do ritmo competitivo, enquanto observa os possíveis adversários na sequência. A Argentina, com 6 pontos e saldo inferior, passa a jogar pressionada, obrigada a pontuar para não correr riscos desnecessários.

O efeito imediato se estende além do gramado em Villeta. A vaga no Mundial Sub-17 de 2026, carimbada já na primeira fase do Sul-Americano, protege o planejamento da CBF para o próximo ciclo de base. Clubes como Atlético e Palmeiras, que veem seus garotos decidindo jogos de alto nível, ganham ativos valorizados num mercado que acompanha com atenção cada desempenho internacional. Olheiros estrangeiros que lotam as tribunas desses torneios entendem que noites como a desta sexta-feira ajudam a definir futuras negociações.

Para a Argentina, o revés por 3 a 0 impõe uma pausa nas certezas recentes sobre o trabalho de formação. O time entra em campo como vice-líder, com 6 pontos, e sai com a sensação de distância em relação a um rival que soma mais gols, mais alternativas ofensivas e mais confiança. A seleção precisa ajustar o sistema defensivo e encontrar novas soluções de meio-campo para reagir na rodada final e, principalmente, chegar às fases decisivas com peso competitivo.

Próximos desafios e a disputa por protagonismo

O Brasil encara a reta final do Sul-Americano Sub-17 com um objetivo imediato: confirmar a primeira colocação e chegar às semifinais com a mesma intensidade mostrada até aqui. A comissão técnica ganha a possibilidade de rodar o elenco, testar variações táticas e preparar respostas para cenários mais duros, como jogos eliminatórios e possíveis disputas de título diante de rivais que estudam cada movimento dessa geração.

O próximo passo também passa pela gestão de expectativas em torno de nomes como Riquelme e Eduardo Conceição. A atuação contra a Argentina projeta os dois ao debate público e atrai comparações com grandes talentos revelados pela base brasileira. A pergunta que permanece, enquanto o time celebra a vaga e o domínio no Paraguai, é até onde essa geração consegue levar o Brasil: apenas ao título sul-americano ou a um novo ciclo vitorioso no cenário mundial de base.

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