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Ancelotti chama Vitor Reis e mexe na zaga da seleção contra a Croácia

O técnico Carlo Ancelotti convoca o zagueiro Vitor Reis, do Girona, para o amistoso da seleção brasileira contra a Croácia, na próxima terça (31), em Orlando. O defensor se apresenta ainda nesta sexta-feira e já treina com o grupo no sábado, após a lesão de Marquinhos e a derrota para a França acenderem o alerta na defesa.

Ancelotti reage à derrota e à lesão de Marquinhos

A decisão de chamar Vitor Reis nasce de um cenário que pressiona a comissão técnica. A seleção perde por 2 a 0 para a França, vê a defesa exposta e ainda precisa lidar com o desfalque de seu zagueiro mais experiente. Marquinhos sente dores no quadril, é poupado dos treinos com bola na véspera do jogo e acaba fora do amistoso em Paris. O problema se arrasta e o capitão do Paris Saint-Germain segue sem condições para enfrentar a Croácia nos Estados Unidos.

Sem Marquinhos, Ancelotti enxerga o elenco enxuto demais na zaga. Restam apenas três opções de origem para o setor: Bremer, Ibañez e Danilo. Antes, Gabriel Magalhães já havia sido cortado por uma lesão no joelho direito, o que deixa o grupo com apenas dois zagueiros de ofício e um lateral adaptado para a função. A convocação de Vitor Reis, anunciada após o tropeço em Paris, busca devolver equilíbrio à linha defensiva e reduzir o risco de improvisos em plena data Fifa.

Jovem de formação alviverde tenta espaço na seleção principal

Vitor Reis, formado nas categorias de base do Palmeiras, vive um salto na carreira. O jogador de 20 anos atua hoje pelo Girona, sensação recente do Campeonato Espanhol, por empréstimo do Manchester City. A presença na lista de Ancelotti o coloca diretamente na vitrine da seleção principal, sem passar por longas etapas intermediárias. Dentro da comissão, a leitura é clara: o momento exige resposta rápida e teste de novas peças para a defesa.

O zagueiro viaja para se juntar ao grupo ainda nesta sexta-feira, no hotel em que a delegação está concentrada em Orlando, e tem menos de 72 horas até o jogo contra a Croácia. Participa já do treino de sábado, em uma sessão que tende a definir estrutura tática e duplas de zaga. A ideia é que ele esteja pronto para, ao menos, ficar no banco e oferecer uma alternativa de segurança em caso de necessidade física ou disciplinar de Bremer, Ibañez ou Danilo.

Pressão por resultados e disputa por espaço na defesa

A derrota para a França pesa não só no placar, mas na percepção externa de fragilidade defensiva. A seleção sofre dois gols em 90 minutos, vê a linha de zaga falhar em coberturas e perde duelos aéreos em momentos decisivos. A ausência de Marquinhos, referência técnica e líder de vestiário, agrava a sensação de instabilidade em um setor que historicamente sustenta a imagem do futebol brasileiro em Copas e competições de elite.

Nesse contexto, a chegada de Vitor Reis abre uma disputa direta por minutos em campo e por espaço nas próximas listas. Cada atuação em amistosos conta como teste para a Copa do Mundo e para torneios continentais. Se o jovem zagueiro responde com segurança, pode encurtar distâncias em relação a nomes mais consolidados e virar opção real em convocações futuras. Em paralelo, a comissão técnica passa a observar com mais cuidado o histórico recente de lesões de Marquinhos e Gabriel Magalhães, o que fortalece o argumento por uma renovação gradual no setor.

Orlando vira laboratório e vitrine para a nova geração

O amistoso contra a Croácia, em Orlando, ganha contornos de laboratório defensivo. Ancelotti precisa equilibrar a urgência por resultado, depois de uma derrota para um rival direto na elite europeia, com a necessidade de testar soluções. A convocação de Vitor Reis espelha esse dilema: o técnico procura estabilidade imediata, mas também mapeia quem pode entregar rendimento em alto nível a médio prazo.

A seleção brasileira entra na terça-feira cercada por perguntas. A defesa volta a se impor contra um adversário acostumado a jogos grandes em Copa? Marquinhos recupera a forma física a tempo de liderar o sistema nas próximas datas Fifa? Vitor Reis transforma a chance em ponto de virada na carreira ou apenas cumpre um papel emergencial? As respostas começam a surgir em Orlando, em um amistoso que vale mais do que o placar final.

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