Ciencia e Tecnologia

Square Enix relança Final Fantasy VII original em versão turbinada no PC

A Square Enix lança nesta terça-feira (24) uma nova versão de Final Fantasy VII original para PC, com melhorias técnicas e preço agressivo. O jogo chega às lojas digitais Steam e GOG por R$ 19,99, com upgrade gratuito para donos da edição de 2013 na Steam e desconto de 60% na GOG para novos compradores.

Clássico ganha sobrevida sem mexer na história

O relançamento marca o retorno oficial do RPG de 1997 em edição atualizada para computador, depois de anos de convivência com a chamada Final Fantasy VII – 2013 Edition. A nova versão substitui o antigo cadastro nas vitrines digitais, mas não apaga o que já foi comprado: quem tem a edição de 2013 na Steam mantém o jogo na biblioteca e recebe acesso, sem custo extra, ao novo aplicativo aprimorado.

A estratégia mira um equilíbrio delicado. A Square Enix tenta modernizar um dos títulos mais influentes da história dos videogames sem mexer na narrativa que consolidou o status de clássico. A página oficial do produto avisa que não há mudanças de enredo, personagens ou diálogos. O foco recai sobre ajustes técnicos, recursos adicionais de conveniência e melhor compatibilidade com máquinas atuais, numa tentativa de aproximar o jogo de um público que já se acostumou a controles mais refinados e opções gráficas flexíveis.

Preço agressivo e biblioteca dividida

O reposicionamento comercial acompanha a revisão técnica. No Brasil, o valor cheio é de R$ 19,99 tanto na Steam quanto na GOG, o que coloca o jogo na faixa de entrada do catálogo dessas plataformas. No lançamento, a GOG oferece um corte de 60% no preço, reduzindo o custo para R$ 7,99 para novos compradores durante o período promocional. É uma forma de transformar um relançamento de um título de quase 30 anos em oportunidade de impulso de vendas em um mercado sensível a desconto.

A atualização gratuita para quem tem a edição de 2013 na Steam funciona como contrapartida para a base de fãs que manteve o jogo em circulação nesse período. A versão antiga, agora identificada claramente como Final Fantasy VII – 2013 Edition, não pode mais ser adquirida por novos usuários, mas segue acessível para quem já a possui. As duas edições convivem na biblioteca, o que reforça a intenção da empresa de não apagar o histórico de consumo. A escolha, no entanto, vem com um custo prático: os arquivos de gravação não são compatíveis entre as versões, o que obriga o jogador que migra para o novo aplicativo a iniciar uma campanha do zero.

Impacto para fãs, mercado e futuro da franquia

A decisão de ressuscitar o Final Fantasy VII original em forma atualizada ocorre enquanto a própria Square Enix explora o universo do jogo em uma trilogia de remakes, iniciada em 2020. O movimento sinaliza que a empresa enxerga valor em manter duas portas de entrada abertas para o mesmo mundo: uma pela reconstrução moderna, outra pela experiência clássica, preservada em sua estrutura original. Para o consumidor, isso significa a possibilidade de escolher entre o RPG tal como foi concebido nos anos 1990 e a releitura atual, mais próxima do padrão visual contemporâneo.

No mercado de PC, o relançamento ocupa um espaço que vinha ficando vazio. A versão de 2013 havia desaparecido da vitrine da Steam para novos compradores, o que colocava o clássico em uma espécie de limbo digital. Com o retorno, o jogo volta a disputar a atenção de usuários que abastecem bibliotecas com títulos de baixo custo em promoções sazonais. A presença simultânea na GOG, plataforma que costuma enfatizar preservação de jogos antigos e versões sem travas de DRM, reforça o discurso de resgate e conservação do catálogo histórico. A oferta a R$ 7,99 durante a promoção de lançamento funciona como convite para uma nova leva de jogadores que só conhecem o nome de Final Fantasy VII por ouvir falar.

Novo fôlego e perguntas em aberto

A manobra pode influenciar decisões futuras da própria Square Enix sobre remasterizações e relançamentos. Se o desempenho comercial desta nova versão para PC for robusto, a empresa ganha argumento para repetir a fórmula com outros títulos da era PlayStation original. A reocupação das prateleiras digitais também reduz a dependência da franquia em torno apenas dos remakes, ao reforçar a linha do tempo original da série como produto viável e rentável.

Resta saber até que ponto o público abraça mais uma edição de um jogo que nunca sai completamente de cena. O lançamento desta versão atualizada preserva a história, melhora a experiência e tenta corrigir ausências nas lojas digitais, mas não resolve a tensão permanente entre nostalgia e saturação. O desempenho nos próximos meses dirá se o clássico de 1997 ainda tem fôlego para continuar ganhando novas vidas nas telas dos PCs.

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