Ciencia e Tecnologia

Celulares 512GB em oferta em 2026: Moto G86 e POCO X7 disputam espaço

Três celulares com 512GB de armazenamento ganham destaque nas vitrines virtuais brasileiras em 2026 e miram um público bem específico: quem lota o aparelho com vídeos, jogos e arquivos offline. Moto G86, POCO X7 e POCO X7 Pro chegam em versões turbinadas no Mercado Livre e em outros grandes varejistas online, tentando resolver de vez o drama do aviso de “armazenamento cheio”.

Armazenamento vira critério central na escolha do celular

O mercado de smartphones no Brasil entra em 2026 com uma mudança silenciosa, mas profunda, no comportamento de compra. O que antes era luxo vira quase requisito básico para uma parcela crescente de usuários: espaço interno de sobra. Os 128GB que pareciam confortáveis há três ou quatro anos já não dão conta de backups de WhatsApp, vídeos em 4K, jogos acima de 10GB e bibliotecas inteiras de séries e músicas salvas para ver offline.

Quem vive de registrar o dia a dia em vídeo, joga títulos pesados ou usa o celular como computador de bolso descobre rápido o limite de 256GB. Com arquivos RAW, apps que passam fácil de 1GB e redes sociais que armazenam tudo em cache, não é raro ver aparelhos intermediários recentes com mais de 90% do espaço ocupado em menos de dois anos de uso. Nesse cenário, os modelos com 512GB deixam de ser nicho e começam a disputar espaço direto no segmento de custo-benefício mais avançado.

Os três aparelhos que chegam em promoção em grandes varejistas em 2026 resumem bem essa tendência. O Moto G86 tenta agradar quem quer equilíbrio entre preço, durabilidade e bom desempenho geral. O POCO X7 aposta em tela e bateria para quem consome muito conteúdo, sem foco declarado em games. O POCO X7 Pro mira o usuário que exige mais velocidade e autonomia, com um pacote técnico que roça o patamar de topo de linha em alguns pontos.

Moto G86, POCO X7 e X7 Pro: como cada um usa os 512GB

O Moto G86 mantém a cara clássica da linha Moto G, mas esconde soluções importantes para quem carrega o celular para todo lado. A traseira em polímero de silicone passa sensação mais premium na mão, e as certificações IP68, IP69 e militar colocam o aparelho em um patamar de proteção pouco comum na faixa intermediária. Soma-se aí o vidro Gorilla Glass 7i na frente, pensado para resistir a quedas e riscos do dia a dia.

A tela P-OLED de 120 Hz, agora com resolução 1,5K e brilho bem mais alto, cria uma experiência visual que se aproxima de modelos mais caros, especialmente na leitura ao ar livre. Nas câmeras, o conjunto repete o Moto G85 no hardware, mas a Motorola refina o processamento de imagem e entrega fotos com mais contraste e cores fortes. O resultado não coloca o G86 como referência em fotografia, porém garante consistência rara em selfies noturnas e em situações de luz complicada.

No uso diário, o processador Dimensity 7300 mantém o sistema ágil, troca de apps rápida e redes sociais rodando sem engasgos. Em games pesados, a limitação aparece: falta otimização para quem pretende jogar nos gráficos máximos por longos períodos. A bateria segue o padrão da marca, com um dia inteiro de uso intenso e carregador de 33 W que enche o tanque em tempo aceitável para a rotina. Quando a versão de 512GB cai de preço em promoções relâmpago no Mercado Livre, o G86 vira opção concreta para quem quer esquecer do espaço por alguns anos.

O POCO X7, por sua vez, assume de cara o papel de “celular para maratonar conteúdo”. O design em plástico divide opiniões e parece abaixo do que o valor sugere, mas a Xiaomi compensa com um pacote de proteção robusto: IP68, película aplicada de fábrica e vidro Gorilla Glass Victus 2. É um conjunto pensado para sobreviver a respingos, quedas menores e o uso mais descuidado de quem vive com o aparelho na mão.

A tela AMOLED 1,5K de 120 Hz com brilho forte e suporte a HDR10+ e Dolby Vision coloca o X7 em vantagem clara para vídeos, streaming e redes sociais. Pretos profundos, cores intensas e fluidez alta fazem diferença para quem assiste a filmes e séries direto no celular. Nas câmeras, o X7 segue a cartilha do intermediário competente: boas fotos na principal, alguma tendência ao exagero no contraste e gravação em 4K a 30 quadros por segundo com estabilização óptica funcionando de forma confiável.

O processador Dimensity 7300 Ultra garante estabilidade no uso comum e na multitarefa, ainda mais na versão de 12 GB de RAM e 512GB de armazenamento, que permite manter muitos apps abertos e salvar vídeos longos sem preocupação. Em títulos pesados, porém, o aparelho não acompanha rivais mais focados em desempenho bruto. A bateria, ao contrário, dá um salto importante em relação à geração anterior, segura um dia puxado e ainda sobra carga, apoiada por carregamento de 45 W que reduz a ansiedade de ficar sem tomada por perto.

O POCO X7 Pro entra nessa disputa como o mais ousado do trio. A construção em plástico com acabamento que marca dedo com facilidade passa impressão menos sofisticada, especialmente na versão preta. O ponto muda quando se olha para as proteções: IP68, Gorilla Glass 7i e película de fábrica sinalizam um aparelho preparado para durar. É uma combinação que conversa com quem vai carregar 512GB de dados importantes no bolso e não quer arriscar.

A tela AMOLED 1,5K com 120 Hz, bordas finas e brilho muito alto coloca o X7 Pro no mesmo patamar de aparelhos mais caros na experiência visual. Nas câmeras, o celular aposta em cores intensas e saturação alta, com fotos que saem “prontas para rede social” direto da galeria. A principal se sai bem até em cenários mais escuros, enquanto a ultra-angular entrega qualidade menor e as selfies perdem força em ambientes com pouca luz.

O chip Dimensity 8400 Ultra transforma o desempenho geral em um dos pontos altos do X7 Pro. A navegação é rápida, a abertura de apps é imediata e a multitarefa parece sobrar. O destaque, porém, está na bateria de 6.000 mAh com tecnologia de silício-carbono, combinada ao carregador de 90 W incluído na caixa. Na prática, significa um aparelho que aguenta facilmente um dia e meio longe da tomada e volta a 100% em pouco tempo, ainda que fique devendo carregamento sem fio.

Tendência de mercado e impacto para o consumidor

A chegada de versões de 512GB desses três modelos em ofertas agressivas no varejo online reforça uma mudança de prioridade no setor. Em vez de trocar de aparelho a cada dois anos por falta de espaço, parte dos consumidores prefere investir um pouco mais agora e segurar o mesmo smartphone por três ou quatro anos, com margem folgada para apps mais pesados e vídeos em alta resolução. “Comprar 512GB em 2026 é comprar tempo de tranquilidade”, resume a avaliação recorrente de analistas ouvidos pelo mercado.

O movimento também pressiona fabricantes a repensar line-ups. Modelos de 128GB tendem a ficar restritos às faixas de entrada e a aparecer menos em promoções de destaque. Os de 256GB passam a ser o novo “mínimo aceitável” para intermediários, enquanto versões com 512GB ganham espaço em campanhas de marketing, especialmente em períodos como Black Friday e grandes datas de varejo. Nesse contexto, marcas conhecidas por custo-benefício agressivo, como Motorola e POCO, colhem vantagem imediata.

Os efeitos práticos chegam à forma como o brasileiro usa o celular. Com mais espaço interno, cresce a disposição para gravar vídeos longos, baixar temporadas inteiras de séries para viagens e instalar jogos que passam fácil dos 20GB. O aparelho vira ainda mais o centro da vida digital: carteira, câmera principal, console portátil e repositório de memória afetiva em fotos e conversas.

A Motorola, que segue dominando os rankings de buscas no Brasil com linhas como Moto G e modelos mais recentes como o Signature, mantém presença forte nesse segmento ao apostar em proteção e equilíbrio. A POCO, braço da Xiaomi, avança rápido com aparelhos como F7, X7 Pro, M7 Pro e Redmi 15 4G, todos mirando nichos específicos de desempenho, bateria e preço agressivo. A disputa entre as duas reforça a pressão sobre concorrentes tradicionais, que precisam responder com pacotes competitivos para não perder relevância no país.

O que vem pela frente no segmento de 512GB

A popularização de celulares com 512GB em 2026 tende a redesenhar o patamar de entrada de armazenamento nos próximos anos. Se a curva seguir a dos últimos cinco anos, quando 64GB deixou de ser aceitável em boa parte dos intermediários, a expectativa é que 256GB passe a ocupar esse papel já no curto prazo, com 512GB se tornando o novo padrão aspiracional para quem pode investir um pouco mais.

As fabricantes encontram um campo fértil para experimentar: modelos com foco em vídeo, com câmeras mais robustas e espaço para muitos gigabytes de gravação; aparelhos voltados a jogos, que embarcam chips mais potentes e sistemas de resfriamento dedicados; e celulares “multitarefa” para quem usa serviços bancários, trabalho remoto e consumo pesado de mídia no mesmo dispositivo. A dúvida que fica é se o usuário médio vai topar pagar o extra por 512GB agora ou se vai esperar a próxima onda de promoções para, enfim, deixar o alerta de memória cheia no passado.

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