Ciencia e Tecnologia

Lua entra em fase Nova com 24% de visibilidade neste 22 de fevereiro

A Lua entra na fase Nova neste domingo, 22 de fevereiro de 2026, com apenas 24% de sua superfície visível e em crescimento. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o satélite avança para a fase Crescente, prevista para ocorrer em dois dias, marcando o início de um novo ciclo lunar.

Calendário lunar de fevereiro detalha mudança de fase

O céu deste fim de mês reflete um roteiro já traçado desde o início de fevereiro. O calendário lunar de 2026, compilado pelo Inmet, mostra um mês em que todas as principais fases se distribuem em intervalos regulares, ajudando astrônomos, agricultores e curiosos a acompanhar o movimento do satélite.

A primeira virada de fase ocorre logo em 1º de fevereiro, quando a Lua Cheia se forma às 19h10. O disco totalmente iluminado abre o mês com máxima intensidade de brilho. Nove dias depois, em 9 de fevereiro, às 9h44, a Lua entra em fase Minguante, iniciando a redução gradual da área visível.

A Lua Nova que estrutura o ciclo atual surge oficialmente em 17 de fevereiro, às 9h03. A partir desse momento, o satélite volta a crescer noite após noite, mesmo que, nos primeiros dias, a olho nu quase nada se veja no céu. A próxima virada importante está marcada para 24 de fevereiro, às 9h28, quando o Inmet prevê a chegada da Lua Crescente.

Essa sequência, que muitos ignoram no dia a dia, orienta desde estudos científicos de longo prazo até atividades tradicionais, como o plantio de determinadas culturas e a escolha de datas para pescarias em regiões costeiras. Cada horário registrado em fevereiro, do fim de tarde de Lua Cheia ao meio da manhã de Lua Nova, interessa a quem precisa de previsões mais precisas sobre a iluminação noturna.

O que significa a Lua Nova e por que ela importa

A fase em que a Lua se encontra hoje marca o ponto inicial de uma lunação, o ciclo entre duas Luas Novas consecutivas. Esse intervalo dura, em média, 29,5 dias. Ao longo desse período, o satélite atravessa as quatro fases principais — Nova, Crescente, Cheia e Minguante —, cada uma com cerca de sete dias de duração e efeitos distintos para quem observa o céu e para atividades ligadas aos ritmos naturais.

Na Lua Nova, a posição do satélite entre a Terra e o Sol deixa o lado iluminado voltado para a estrela. Já a face voltada ao planeta permanece no escuro. O resultado é um céu noturno em que a Lua praticamente desaparece, ainda que, tecnicamente, esteja ali. “A Lua Nova é o ponto de partida do ciclo e, do ponto de vista astronômico, é crucial para o cálculo das demais fases ao longo do mês”, explica o Inmet em suas notas sobre o calendário lunar.

Conforme os dias avançam a partir da Lua Nova, uma pequena faixa de luz começa a surgir no horizonte após o pôr do sol. Essa transição dá origem à fase Crescente, quando o arco luminoso se expande até atingir a marca de metade do disco iluminado, estágio conhecido como Quarto Crescente. Em fevereiro, esse momento está previsto para 24 de fevereiro, às 9h28, consolidando o crescimento que hoje ainda aparece de forma sutil, com apenas 24% de visibilidade.

O ciclo segue até a Lua Cheia, quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e o disco se torna totalmente visível. Depois, a luz volta a diminuir, na fase Minguante, até que uma nova Lua Nova reinicie o processo. Entre essas etapas principais, astrônomos também observam as chamadas interfases, como o quarto crescente e a crescente gibosa, que ajudam a refinar previsões de luminosidade e visibilidade.

Impacto no cotidiano e interesse renovado no céu

O início de um novo ciclo lunar não fica restrito às tabelas do Inmet ou aos observatórios. Mesmo com apenas 24% da Lua visível, a progressão para a Crescente, em dois dias, influencia práticas culturais, religiosas e produtivas em diferentes regiões do Brasil. Agricultores que seguem calendários tradicionais, por exemplo, costumam associar o período entre a Lua Nova e a Crescente ao plantio de espécies que se desenvolvem melhor com maior disponibilidade de luz nas noites seguintes.

Na pesca, em especial em comunidades costeiras e ribeirinhas, o aumento gradual do brilho lunar e sua relação com as marés também entra na conta ao planejar saídas ao mar ou ao rio. Rituais religiosos e celebrações ligadas a recomeços e decisões importantes muitas vezes escolhem datas alinhadas à Lua Nova, vista como um marco simbólico de renovação. A fase de hoje, ao mesmo tempo discreta no céu e central nos calendários, reforça essa leitura de início de ciclo.

Para a astronomia observacional, a Lua Nova oferece uma vantagem prática: o céu mais escuro facilita a visualização de estrelas, planetas e galáxias pouco visíveis em noites de Lua Cheia. Em áreas afastadas da poluição luminosa, clubes de astronomia e observadores amadores costumam programar sessões de observação justamente em torno desse período. Com o disco lunar ainda pouco perceptível, o contraste favorece a captura de imagens mais nítidas do fundo do céu.

O Inmet, ao divulgar os horários exatos das fases em fevereiro de 2026, atende a essa demanda crescente por informação precisa e em tempo real. Em plataformas digitais, como o Google Discover, portais especializados em ciência e tecnologia repetem e detalham esses dados para um público que, nos últimos anos, volta a olhar para o céu com mais frequência, seja por curiosidade, seja por interesse em fotografia astronômica.

Próximas fases e o que observar nas próximas semanas

Os próximos dias marcam a transição mais visível do ciclo atual. Em 24 de fevereiro, quando a Lua Crescente se consolida às 9h28, o arco luminoso ganha protagonismo no início da noite. A partir daí, o satélite ruma para a próxima Lua Cheia, prevista para março, mantendo o padrão médio de 29,5 dias entre Luas Novas.

Quem acompanhar o céu dia a dia perceberá a evolução rápida da iluminação. A faixa de 24% de visibilidade registrada hoje cresce de forma constante, até que o disco atinja metade, depois três quartos e, por fim, a iluminação total. O calendário montado pelo Inmet para fevereiro funciona como guia dessa transformação, oferecendo datas e horários exatos para quem deseja planejar observações, atividades produtivas ou simplesmente reservar alguns minutos para olhar para cima.

O ciclo que começa agora se estende para além das páginas dos boletins meteorológicos. Em um país acostumado a conviver com calendários agrícolas, festas religiosas e rituais que seguem o compasso da Lua, a fase Nova deste 22 de fevereiro reacende a ideia de recomeço e de planejamento. As próximas semanas dirão de que forma esse movimento silencioso no céu seguirá influenciando decisões aqui na Terra.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *