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Atuação de Paulo Henrique em clássico expõe pressão na lateral do Vasco

Alvo de críticas nas redes sociais, o lateral-direito Paulo Henrique vira personagem central da derrota do Vasco para o Fluminense, em 22 de fevereiro de 2026. A atuação abaixo do esperado reacende a cobrança pela recuperação física do jogador e por alternativas imediatas na lateral-direita.

Do auge em 2025 ao início turbulento em 2026

O contraste com o ano passado ajuda a explicar o incômodo. Em 2025, Paulo Henrique vive fase espetacular, com convocações para a Seleção Brasileira e até gol marcado com a camisa amarelinha. O lateral se firma como um dos pontos mais fortes do elenco vascaíno e cria a expectativa de protagonismo na atual temporada.

O cenário muda com a lesão sofrida no começo de 2026. O clube não divulga um prazo detalhado de recuperação, mas o retorno ao time ocorre antes da plena retomada da forma física. Em campo, a falta de ritmo aparece em arrancadas mais curtas, dificuldades de recomposição defensiva e menor participação ofensiva, tudo muito visível no clássico contra o Fluminense.

No jogo, no fim de semana, o Fluminense controla as ações desde os primeiros minutos e explora justamente os espaços pelos lados. A equipe tricolor pressiona a saída de bola, força erros sucessivos do Vasco e empurra o rival para trás. Quando o relógio marca 31 minutos, a superioridade se traduz no placar.

Em escanteio ensaiado, Bernal desvia de cabeça e acha Kevin Serna livre para bater no canto de Léo Jardim, sem chance de reação. O gol cristaliza a sensação de time desorganizado e expõe ainda mais a necessidade de proteção defensiva pelas laterais. Nas redes, muitos torcedores relacionam os buracos no setor direto ao baixo rendimento de Paulo Henrique desde a volta da lesão.

Entre postagens de indignação e análises de torcedores, a crítica se repete: para parte da arquibancada virtual, o lateral volta antes da hora. Comentários apontam a queda de intensidade e cobram a comissão técnica. “Não dá para forçar quem não está 100%”, escreve um vascaíno em uma publicação que se espalha entre perfis dedicados ao clube. Outro sintetiza o sentimento: “Depois de 2025, esperava muito mais dele”.

Clássico escancara falhas e reacende debate no elenco

O restante da partida reforça a leitura de um time em descompasso. O Vasco tenta reagir pelo alto, aposta em cruzamentos e bolas paradas, mas cria pouco. O melhor momento vem em chute de longe de Johan Rojas, que obriga Fábio a boa defesa. A essa altura, a paciência da torcida já se esgota nas redes.

A expulsão de um jogador do Fluminense, em lance em que Bernal comete falta para interromper contra-ataque puxado por Adson, muda o desenho numérico do jogo, mas não altera a análise sobre o desempenho individual. Mesmo com um atleta a mais, o Vasco não consegue acelerar o ritmo nem transformar a vantagem em pressão consistente. O lado direito, onde Paulo Henrique atua, segue marcado por hesitação e pouca profundidade.

O contraste com o nível apresentado em 2025 alimenta o debate interno e externo. A temporada anterior projeta o lateral como ativo valioso do clube, com potencial de venda futura e presença constante em listas de convocação da Seleção. Hoje, o que se vê é um jogador em processo de reconstrução física, exposto em partidas de alta exigência e sob a lupa de uma das torcidas mais impacientes do país.

Nas conversas entre vascaínos, um ponto surge com frequência: a necessidade de reposição para a lateral-direita. Perfis especializados em mercado de transferências sugerem nomes, enquanto outros defendem a promoção de jogadores da base. A discussão ultrapassa a figura de Paulo Henrique e toca a gestão de elenco. Para muitos, a diretoria erra ao não garantir, no início de 2026, uma alternativa mais pronta para o setor.

A pressão atinge também o banco de reservas. O trabalho da comissão técnica entra em xeque, sobretudo na decisão de escalar um atleta que ainda não apresenta explosão e resistência semelhantes às do período pré-lesão. Em redes sociais, torcedores pedem mudanças imediatas e cobram uma revisão do planejamento físico. “Ou recupera direito, ou vai queimar o jogador”, alerta um comentário bastante compartilhado.

Pressão crescente e o que está em jogo para o Vasco

A repercussão do clássico vai além da rodada. O desempenho abaixo do esperado de um dos principais nomes do elenco alimenta dúvidas sobre a preparação para a temporada e sobre a capacidade do clube de proteger seus ativos. Um jogador que brilha pela Seleção Brasileira em 2025 agora atravessa uma fase de desgaste público, com a imagem arranhada por atuações aquém do histórico recente.

A diretoria lida com um dilema típico de clubes brasileiros: preservar o atleta, dando tempo para uma recuperação completa, ou mantê-lo em campo para não perder força técnica em jogos decisivos. Qualquer movimento tem impacto direto no humor da torcida, que já demonstra impaciência com a sequência de tropeços e com a falta de respostas claras para a lateral-direita.

No curto prazo, a tendência é de maior cautela no uso de Paulo Henrique. A comissão técnica precisa definir se reduz sua carga de minutos, se o retira da equipe titular por algumas partidas ou se mantém a aposta na recuperação em ritmo de competição. Em paralelo, cresce a expectativa por eventuais movimentações no mercado ou por oportunidades a reservas pouco utilizados até aqui.

O episódio também reabre a discussão sobre a cultura de urgência no futebol brasileiro. A mesma torcida que exalta o lateral em 2025 agora questiona seu lugar na equipe poucos meses depois, sem considerar integralmente o impacto de uma lesão em alto nível de exigência. A forma como o Vasco conduz esse processo pode determinar não só o futuro de Paulo Henrique no clube, mas também a confiança do elenco em um projeto de temporada que ainda busca seu rumo.

Enquanto o calendário segue apertado e novos clássicos se aproximam, a pergunta permanece em aberto: o Vasco vai conseguir recuperar o lateral que brilhou pela Seleção e, ao mesmo tempo, blindá-lo da pressão que cresce a cada rodada?

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