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São Paulo vence Bragantino, se garante na semi e mira mando no Paulista

O São Paulo vence o Red Bull Bragantino por 2 a 1, neste sábado (21), em Bragança Paulista, e carimba vaga na semifinal do Campeonato Paulista de 2026. Lucas e Bobadilla definem o resultado em noite de pressão até o último minuto e deixam o Tricolor na briga direta pelo mando de campo na próxima fase.

Vitória com peso de classificação e mando

O jogo no estádio do Red Bull Bragantino começa com clima de decisão. A data de 21 de fevereiro entra no calendário tricolor como a noite em que o time não apenas avança, mas se afirma de vez como candidato ao título estadual. A vitória soma mais 3 pontos na classificação geral, número que pode ser determinante para levar uma possível semifinal para o Morumbi.

O cenário é claro desde o apito inicial: quem vence respira à frente na tabela, quem perde lida com pressão imediata. O São Paulo entra em campo sabendo que qualquer vacilo pode custar o mando em um mata-mata curto, com margem mínima para erro. O Bragantino, em casa, tenta usar a força ofensiva para encurralar o adversário e se recolocar entre os protagonistas do torneio.

O primeiro tempo traduz esse equilíbrio. O Bragantino cria a melhor chance inicial, em chute forte de Gustavinho. Rafael reage rápido, se estica, desvia, e a bola ainda toca o poste antes de sair. O lance acende o estádio e obriga o São Paulo a ajustar a marcação, linha por linha, para não se ver atrás no placar logo cedo.

O Tricolor responde com velocidade. Em lançamento longo, Lucas Ramón invade a área pela direita e cai após contato. Os jogadores cercam a árbitra Dayane Muniz e pedem pênalti. A arbitragem manda seguir, sob protestos insistentes. O lance alimenta a temperatura em campo e nas arquibancadas, mas não altera o placar.

Aos 39 minutos, o São Paulo transforma pressão em vantagem. Lucas Ramon recebe livre pela direita, entra na área e finaliza cruzado. Cleiton espalma para o meio, a defesa hesita por um segundo, e Bobadilla aparece para completar e abrir o marcador: 1 a 0. O gol muda a dinâmica da partida e devolve ao São Paulo o controle emocional no fim da etapa inicial.

Controle tricolor, reação do Braga e expulsões

O intervalo não altera o plano são-paulino. A equipe volta para o segundo tempo com a mesma ideia: manter a posse, acelerar apenas quando encontra espaço e proteger a defesa com intensidade. O Bragantino tenta subir as linhas, mas oferece brechas que o adversário explora com objetividade.

Em jogada ensaiada, o São Paulo amplia. Danielzinho cobra curto, encontra Luciano entre os zagueiros, e o atacante escora de cabeça. A bola sobra limpa para Lucas, que invade a área com tempo para escolher o canto e faz 2 a 0. O relógio ainda marca os primeiros minutos da segunda etapa, e o placar coloca o Tricolor em vantagem confortável.

O time da casa, empurrado pela torcida, recusa o papel de coadjuvante. O Bragantino adianta a marcação, aumenta o volume ofensivo e passa a cercar a área são-paulina. A 20 minutos do fim, a pressão se converte em gol. Após sequência de ataques, Gustavo Marques aparece bem colocado e completa para a rede: 2 a 1. O gol reacende o jogo e transforma o final em teste de resistência para os dois lados.

O São Paulo, em vez de recuar totalmente, tenta alternar momentos de posse com contra-ataques rápidos. O Bragantino mantém a postura agressiva até o fim e empilha bolas cruzadas na área. Nos acréscimos, a tensão se materializa em cartão vermelho. Alan Franco recebe o segundo amarelo e é expulso, deixando o Tricolor com um jogador a menos justamente no momento de maior pressão.

No último lance, o time da casa invade a área novamente. Juninho Capixaba cai e pede pênalti. Jogadores cercam a árbitra, que manda seguir e encerra a partida logo em seguida. A revolta é imediata, e o lateral do Bragantino passa do ponto nas reclamações. O cartão vermelho sai para ele também, e o jogo termina com um atleta expulso de cada lado, sob clima de contestação.

Impacto na tabela e pressão para a sequência

O resultado em Bragança Paulista mexe diretamente com a parte de cima da tabela do Campeonato Paulista. Os 3 pontos levam o São Paulo à semifinal com moral elevada e deixam o clube muito próximo de garantir o mando em um eventual confronto decisivo. A equipe agora acompanha a rodada de olho nos adversários diretos e na pontuação acumulada, já que a diferença de 1 ou 2 pontos pode inverter o local de um jogo eliminatório.

O triunfo também reforça o peso dos jogadores decisivos. Lucas marca em um momento-chave e mostra, de novo, capacidade de decidir jogos grandes. Bobadilla aparece como elemento surpresa, aproveita rebote e abre o caminho para a vitória. A dupla transforma oportunidades em números concretos no placar e empurra o time para uma fase em que qualquer gol pode definir a campanha.

Do outro lado, o Bragantino amarga uma derrota em casa que altera o clima para a sequência do torneio. A equipe cria chances, pressiona até o fim, mas deixa o estádio com zero ponto e mais questionamentos do que respostas. A cobrança interna tende a aumentar, e o time passa a conviver com a necessidade de reagir rapidamente para não se distanciar de vez da briga pelo título estadual.

A expulsão de Alan Franco representa outro ponto de atenção para o São Paulo. O zagueiro vira desfalque automático no próximo compromisso da equipe no Paulista, justamente às vésperas de um mata-mata. A comissão técnica precisa reorganizar a defesa, testar alternativas e minimizar o impacto de perder um titular em momento decisivo da temporada.

Próximos passos e novas decisões em jogo

Com a vaga na semifinal assegurada em 21 de fevereiro, o São Paulo se volta agora para a calculadora e para a televisão. O clube aguarda o desfecho dos demais jogos da rodada para conhecer o adversário direto e confirmar, ou não, o mando de campo na próxima fase. Cada gol marcado em outros estádios pode interferir na rota tricolor rumo à final.

O Bragantino sai de campo sob vaias isoladas, mas também com a sensação de que ainda tem margem para reagir no estadual. O elenco precisa responder em campo já nos próximos compromissos, sob risco de ver a temporada 2026 começar com frustração em seu torneio mais tradicional. O Campeonato Paulista, mais uma vez, mostra como uma noite de fevereiro em Bragança é capaz de redefinir prioridades, estratégias e expectativas para o restante do ano.

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