Defesa Civil alerta para temporais e calor em Santa Catarina
A Defesa Civil de Santa Catarina emite alerta para temporais entre sexta-feira (20) e segunda-feira (23), com chuva intensa, calor e risco de danos em várias regiões do Estado.
Frente fria, baixa pressão e fim de semana instável
O fim de semana começa com tempo instável em boa parte de Santa Catarina. A combinação da passagem de uma frente fria com um sistema de baixa pressão mantém o céu carregado e favorece a formação de nuvens de temporais ao longo de todo o período. A chuva se concentra de forma mais frequente no litoral, enquanto o Oeste e os planaltos registram pancadas isoladas entre a tarde e a noite.
Entre a noite desta sexta-feira (20) e a madrugada de sábado (21), a faixa entre a Grande Florianópolis e o Litoral Norte concentra o maior risco de chuva forte e trovoadas. Nessas áreas, a Defesa Civil monitora a possibilidade de momentos de precipitação intensa em curto espaço de tempo, cenário que costuma provocar alagamentos em vias urbanas e pressão sobre a drenagem de bairros mais baixos.
Nas demais regiões, a instabilidade se espalha em janelas de tempo mais curtas, mas não menos preocupantes. No Grande Oeste, nos planaltos e no Alto Vale do Itajaí, a previsão aponta para temporais isolados ao longo de todo o período entre sexta e segunda-feira (23). Mesmo quando aparecem de forma pontual, essas tempestades podem vir acompanhadas de vento forte e volume de chuva capaz de causar danos.
As equipes estaduais reforçam o plantão diante da perspectiva de um fim de semana com tempo irregular e grande variação de intensidade da chuva. O órgão recomenda acompanhamento constante das atualizações oficiais. “Os temporais previstos para este período têm potencial para provocar alagamentos, destelhamentos e queda de árvores”, alerta a Defesa Civil em comunicado divulgado nesta sexta-feira.
Chuva frequente no litoral e calor acima de 30°C no interior
O sábado (21) mantém o padrão de instabilidade, mas com características diferentes entre o litoral e o interior. A circulação marítima mantém o ar úmido encostado na costa e garante chuva recorrente entre o Litoral Norte e a Grande Florianópolis, com momentos de maior intensidade ao longo do dia. Nessas regiões, o tempo permanece mais abafado, com menor variação de temperatura, mas sensação constante de umidade.
No Oeste e Extremo Oeste, o cenário é outro. As temperaturas sobem com força e variam entre 17°C e 34°C, criando um ambiente propício para nuvens carregadas no fim da tarde. No Meio-Oeste, os termômetros marcam entre 17°C e 31°C, também com chance de pancadas isoladas. O calor ganha protagonismo, e a combinação de ar quente com umidade elevada alimenta os temporais previstos para o período.
No Litoral Norte, no Baixo e Médio Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, as mínimas ficam em torno de 22°C e as máximas chegam a 26°C. O Alto Vale, o Planalto Norte e o Litoral Sul oscilam entre 18°C e 25°C, enquanto o Planalto Sul registra as menores marcas, entre 14°C e 23°C. Mesmo com valores menos extremos, a presença de nuvens e a chuva recorrente mantém a sensação de tempo fechado e pouco convidativo para atividades ao ar livre.
O domingo traz leve mudança de cenário. A instabilidade diminui em parte do Estado, e o sol aparece em mais momentos, o que permite nova elevação das temperaturas. No Oeste e Extremo Oeste, os termômetros variam agora entre 21°C e 33°C, e no Meio-Oeste, de 17°C a 29°C. O litoral, do Norte ao Sul, além do Baixo e Médio Vale do Itajaí e da Grande Florianópolis, registra mínimas entre 19°C e 20°C e máximas de 27°C a 28°C.
Mesmo com a trégua parcial, os temporais não desaparecem do mapa. A Defesa Civil mantém o alerta para pancadas isoladas entre a tarde e a noite no Grande Oeste, nos Planaltos e no Alto Vale do Itajaí. Nesses períodos, a combinação de calor, umidade e brisa mais intensa ainda é suficiente para gerar nuvens carregadas.
Risco de danos, orientação à população e próximos dias
O risco principal entre 20 e 23 de fevereiro está ligado à intensidade dos temporais, não apenas à duração da chuva. Em alguns bairros, poucos minutos de precipitação forte são suficientes para alagar ruas, atingir garagens e comprometer o trânsito local. Destelhamentos e quedas de árvores também entram no radar, sobretudo em áreas mais expostas ao vento ou com vegetação antiga sem manutenção adequada.
A Defesa Civil reforça protocolos já conhecidos em períodos de instabilidade. A recomendação é evitar transitar em ruas alagadas, não se abrigar sob árvores durante descargas elétricas e afastar veículos de estruturas frágeis, como outdoors e postes inclinados. Em casa, a orientação é conferir calhas, telhados e ralos antes das pancadas mais fortes, além de manter documentos importantes em locais elevados.
Os reflexos do mau tempo atingem diferentes setores. O comércio de rua em áreas sujeitas a enxurradas tende a registrar queda no movimento. Produtores rurais do Oeste e dos planaltos acompanham com atenção a evolução da chuva, que pode ser benéfica para algumas lavouras, mas prejudicial quando vem concentrada em poucas horas. No litoral, o turismo sente o impacto de um fim de semana nublado e chuvoso no auge do verão, com cancelamento de passeios e redução da frequência em praias e trilhas.
Para o poder público, o desafio imediato é reagir rápido a ocorrências pontuais, como deslizamentos em encostas urbanas, bloqueios de rodovias por queda de árvores e alagamentos em corredores de ônibus. A experiência de verões recentes, marcados por episódios de chuva intensa em Santa Catarina, leva as equipes a apostar em comunicação constante com a população e monitoramento em tempo real de radares e estações meteorológicas.
Os próximos dias indicam uma transição gradual. A tendência é de redução da instabilidade a partir de segunda-feira (23), com diminuição da frequência de temporais, mas ainda sem garantia de tempo firme em todo o Estado. O calor permanece, sobretudo no Oeste, e mantém a porta aberta para novas pancadas de verão. Até que a atmosfera se estabilize por mais tempo, a pergunta para os próximos fins de semana segue a mesma: a população vai conseguir planejar a rotina sem precisar olhar o radar de chuva antes de sair de casa?
