Frente fria traz chuva forte e alivia calor extremo no Sul
Uma frente fria avança sobre o Sul do Brasil entre sexta (13) e sábado (14) de fevereiro de 2026, trazendo chuva localmente forte, temporais isolados e alívio para o calor extremo. A projeção é da MetSul Meteorologia, que alerta para rajadas de vento, granizo ocasional e risco de alagamentos em áreas urbanas dos três estados da região.
Calor perto dos 40°C abre caminho para mudança
O cenário muda depois de vários dias sob domínio de uma massa de ar tropical quente e úmida. No Rio Grande do Sul, as máximas se aproximam de 40°C no interior desde o início da semana, enquanto Santa Catarina e Paraná registram marcas acima de 35°C, com sensação de abafamento constante. Nesta quinta-feira (12), termômetros ainda passam dos 35°C nos três estados, com picos entre 37°C e 39°C em diferentes regiões.
A sexta-feira (13) começa com o mesmo padrão de calor e umidade, mas a configuração da atmosfera já não é a mesma. A frente fria ingressa pela fronteira com o Uruguai e atinge o extremo Sul gaúcho, quebrando a bolha de ar escaldante sobre a Metade Sul do Estado. “A frente fria vai dar uma trégua, mesmo que breve, para o forte a intenso calor que afeta o Sul do Brasil nesta semana”, projeta a MetSul em sua análise.
Chuva forte, temporais e risco de transtornos
O avanço do sistema frontal estimula a formação de nuvens carregadas, típicas de verão, que crescem rápido e despejam grandes volumes de água em pouco tempo. A MetSul prevê chuva localmente forte tanto na sexta (13) quanto no sábado (14), com episódios isolados de chuva forte a intensa. Em alguns pontos, os acumulados podem chegar a 50 mm a 100 mm em poucas horas, valor suficiente para provocar alagamentos, enxurradas e congestionamentos em áreas urbanas.
Na sexta, a chuva se concentra primeiro na Metade Sul gaúcha e depois se espalha. Da tarde para a noite, áreas de instabilidade se formam na maior parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A combinação entre a frente fria e o ar muito quente à frente do sistema aumenta o potencial para temporais isolados, com rajadas de vento forte e queda ocasional de granizo. A MetSul pondera que o risco maior é localizado e não antecipa um episódio de tempo severo generalizado na região.
No sábado (14), a frente fria atua na altura do litoral catarinense e organiza uma faixa de instabilidade mais persistente. A chuva aparece desde a madrugada em alguns pontos, mas a instabilidade ganha força entre a tarde e a noite, especialmente na Metade Norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Cidades litorâneas e áreas densamente povoadas, como as regiões metropolitanas, ficam mais expostas a alagamentos rápidos, queda de galhos e eventuais destelhamentos em caso de rajadas mais fortes.
Alívio temporário no calor e próximos dias
O impacto direto da frente fria não é provocar frio, mas moderar o calor. As máximas perdem força, sobretudo no Rio Grande do Sul, que deixa para trás os valores próximos de 40°C e passa a registrar marcas mais baixas, embora ainda elevadas para os padrões históricos. Em Santa Catarina e no Paraná, o resfriamento também é sentido, mas de forma menos intensa, já que o patamar anterior de temperatura não era tão extremo quanto no território gaúcho.
O respiro, porém, tem prazo curto. A MetSul projeta que, a partir do começo da próxima semana, o ar tropical quente e úmido volta a ganhar força sobre a região Sul. As temperaturas sobem novamente, com sensação de abafamento durante o dia e noites desconfortáveis em muitas cidades. A tendência de pancadas frequentes de chuva, em alguns locais fortes e com perfil típico de temporal de verão, impede que a temperatura dispare ainda mais, mas mantém o cenário de instabilidade.
A sucessão de ondas de calor, frentes frias rápidas e chuva intensa em curtos períodos já faz parte da rotina recente dos moradores do Sul do Brasil e pressiona defesas civis municipais, serviços de drenagem urbana e concessionárias de energia. A recomendação dos meteorologistas é clara: acompanhar as atualizações de previsão, redobrar a atenção em áreas sujeitas a alagamentos e, diante da aproximação de nuvens muito escuras, buscar abrigo seguro, longe de árvores e estruturas vulneráveis. Nas próximas semanas, a principal dúvida não é se o calor volta, mas por quanto tempo cada trégua de chuva ainda consegue conter os extremos.
