Lua minguante hoje: veja o calendário lunar de fevereiro
A Lua entra em fase minguante com 35% de sua superfície iluminada nesta quarta-feira (11), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Faltam seis dias para a Lua Nova, que encerra o ciclo atual e inaugura uma nova lunação em fevereiro de 2026.
Um céu em transição e um ciclo em contagem regressiva
No céu visível de qualquer ponto da Terra, a luz da Lua encolhe a cada noite. A fase minguante marca um momento de transição no calendário lunar, em que o brilho começa a ceder espaço à escuridão e prepara o terreno para o próximo início de ciclo. Para astrônomos, agricultores e observadores ocasionais, essa mudança não é apenas um detalhe estético, mas um marcador de tempo confiável, que se repete há bilhões de anos.
O mês de fevereiro de 2026 nasce sob forte presença lunar. A Lua Cheia abre o calendário, já no dia 1º, às 19h10, segundo dados oficiais do Inmet. O satélite atinge então seu ápice de luminosidade, quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e expõe por completo a face iluminada que enxergamos daqui.
O cenário muda oito dias depois. Em 9 de fevereiro, às 9h44, o ciclo entra na fase minguante, aquela em que a luz começa a diminuir noite após noite. É essa etapa que domina o céu nesta quarta-feira, 11, com pouco mais de um terço da superfície lunar ainda visível. A cada dia, esse percentual encolhe até o escuro quase total da Lua Nova.
A próxima virada importante ocorre em 17 de fevereiro, às 9h03, quando a Lua Nova inaugura uma nova lunação. Nesse momento, o satélite se posiciona entre a Terra e o Sol. A face iluminada fica voltada para o Sol, e o lado escuro, para nós. Na prática, a Lua desaparece do céu noturno, embora continue em sua órbita silenciosa.
O ciclo de fevereiro se completa no dia 24, às 9h28, com a chegada da Lua Crescente. A partir daí, a faixa iluminada volta a crescer, primeiro como um arco fino no horizonte, depois como um disco cada vez mais largo, até retornar à Lua Cheia da próxima lunação. Em média, todo esse percurso, de Lua Nova a Lua Nova, dura 29,5 dias.
Do calendário ao campo: por que a Lua minguante importa
O Inmet mantém o calendário lunar como parte de sua rotina de observação, cruzando dados astronômicos com modelos de previsão do tempo e séries históricas. As fases da Lua não alteram a órbita da Terra nem mudam, por si só, o regime de chuvas, mas ajudam a organizar atividades humanas que dependem de ciclos naturais. É uma espécie de relógio celeste, usado muito antes da invenção dos calendários modernos.
Em áreas rurais, a fase minguante costuma orientar o plantio, a poda e a colheita, em práticas transmitidas de geração em geração. Agricultores associam a Lua minguante a períodos favoráveis para podas de limpeza, colheita de raízes e manejo de plantas que já completam seu desenvolvimento. A ciência nem sempre confirma todas essas crenças, mas reconhece que o uso de um calendário regular ajuda no planejamento agrícola e na organização de tarefas ao longo do mês.
Setores ligados à pesca também acompanham de perto o avanço do ciclo lunar. A intensidade da luz da Lua influencia o comportamento de cardumes próximos à superfície e pode afetar estratégias de captura em regiões costeiras. Em noites de forte claridade, como as de Lua Cheia, espécies mais sensíveis à luminosidade tendem a mudar de profundidade. Na minguante, o ambiente fica progressivamente mais escuro, o que altera horários e locais preferidos pelos pescadores.
No campo cultural, a fase minguante costuma ser associada à ideia de encerramento, balanço e preparação para o que vem depois. A astrologia se apropria dessa simbologia e interpreta o período como momento de revisão de projetos e conclusão de ciclos pessoais, embora essas leituras não tenham comprovação científica. Ainda assim, influenciam agendas de eventos, rituais religiosos, festas populares e até lançamentos de produtos voltados a esse público.
O céu desta quarta-feira se insere nessa trama de significados. A Lua com 35% de sua superfície visível funciona como lembrete do tempo que passa, em contraste com a rotina acelerada das cidades. “As fases da Lua organizam o mês tanto quanto o calendário comum”, resume, em tom didático, a explicação recorrente em materiais de divulgação do Inmet.
O que o restante de fevereiro reserva e como acompanhar
O ciclo atual entra em seus últimos seis dias até a Lua Nova de 17 de fevereiro, que marca o início formal da próxima lunação. Na prática, esse intervalo concentra a etapa de fechamento do processo que começou na Lua Nova anterior, passou pela Lua Crescente e atingiu o auge na Lua Cheia do dia 1º. A minguante atua como uma espécie de rampa de desaceleração, em que a luz diminui e convida à observação mais atenta do céu.
O calendário indica que, depois da Lua Nova, a atenção se volta à Lua Crescente do dia 24, às 9h28. Será o momento em que a luz volta a crescer de forma perceptível, simbolizando novos começos para quem organiza a rotina pelo céu. Entre uma data e outra, o satélite segue o roteiro que mantém há bilhões de anos, enquanto aqui embaixo o público volta a buscar previsões, gráficos e imagens em tempo real. Acompanhar as atualizações do Inmet e de portais especializados ajuda a planejar atividades, escolher melhores horários de observação e manter um elo constante com os ciclos naturais que seguem, imunes ao calendário apertado da vida moderna.
