Esportes

Vasco perde para o Bahia, segue sem vencer e ouve vaias em São Januário

O Vasco da Gama perde para o Bahia em São Januário, nesta quinta-feira (12), pelo Campeonato Brasileiro, e segue sem vitórias na competição. O gol sofrido em bola parada expõe novamente a fragilidade defensiva, enquanto o time desperdiça o domínio do jogo. A equipe deixa o campo sob vaias intensas e aumenta a pressão sobre elenco e comissão técnica.

Derrota em casa amplia crise no início do Brasileiro

O placar magro a favor do Bahia, construído em uma cobrança de falta alçada na área, pesa mais do que o número de gols sugere. O Vasco ocupa a parte de baixo da tabela após mais uma rodada, ainda sem somar três pontos em 2026, e vê o ambiente ficar mais pesado a cada tropeço. Em uma noite de bom volume ofensivo, finalizações em sequência e posse de bola superior, o time falha no que mais importa: colocar a bola na rede.

O jogo começa com o Vasco marcando adiantado, pressionando a saída de bola do Bahia e empurrando o adversário para o próprio campo. As principais chances saem pelo lado direito, com cruzamentos constantes e bolas rasteiras na área, mas a pontaria falha. Quando o Bahia encontra uma rara escapada, a bola parada decide. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, aos 20 minutos da etapa final, a defesa vascaína se perde na marcação, e o desvio dentro da área define o 1 a 0.

Pressão da arquibancada e dúvidas sobre o projeto

O gol sofrido desnorteia a equipe e acende o clima de impaciência nas arquibancadas. Cada passe para trás provoca murmúrios, cada ataque interrompido gera um coro crescente de reclamações. Quando o árbitro apita o fim da partida, por volta dos 50 minutos do segundo tempo, o som dominante em São Januário são as vaias. Parte da torcida mira diretamente o banco de reservas, questionando escolhas táticas e substituições consideradas tardias.

A sequência sem vitórias no Campeonato Brasileiro, logo no início da temporada nacional, amplia o desconforto interno. Jogadores deixam o gramado cabisbaixos, alguns sem olhar para as arquibancadas, em uma cena que se torna recorrente em 2026. A diretoria vê a pressão crescer não apenas sobre o treinador, mas também sobre a montagem do elenco. A dificuldade em transformar domínio em gols escancara um problema ofensivo que se arrasta de campeonatos anteriores e ressurge com força agora.

Fragilidade ofensiva e risco de desgaste precoce

O Vasco acumula jogos em que lidera estatísticas de posse de bola e finalizações, mas sai de campo sem comemorar. Contra o Bahia, o cenário se repete: mais presença no ataque, mais cruzamentos, mais escanteios, porém pouca eficiência na área. A cada rodada sem vitória, a margem de erro diminui. O início de torneio, que costuma oferecer espaço para ajustes, vira um período de cobranças diárias e pouco tempo para treinos estruturais.

A frustração da torcida, traduzida nas vaias contundentes desta quinta-feira, tem potencial para afetar a confiança do grupo. Jogadores mais jovens sentem o peso de um estádio impaciente, enquanto os mais experientes passam a ser cobrados pelo papel de liderança. Internamente, a comissão técnica precisa encontrar soluções rápidas: melhorar a bola aérea defensiva, ajustar a criação de jogadas e, sobretudo, dar respostas concretas no placar. Sem isso, a sequência negativa tende a contaminar o vestiário e a abrir espaço para discussões sobre mudanças no comando.

Decisões à vista e urgência por reação

A diretoria observa a curva de desempenho com atenção redobrada. Um novo tropeço nas próximas rodadas pode transformar uma fase ruim em crise declarada, com impacto direto na permanência do treinador. As conversas nos bastidores já giram em torno de eventuais reforços ofensivos e de ajustes na estratégia de jogo, em busca de um time que consiga manter a posse, acelerar quando preciso e, finalmente, converter as chances criadas.

O calendário não oferece respiro longo. Em menos de dez dias, o Vasco volta a campo duas vezes pelo Brasileiro, em duelos diretos por posições na parte intermediária da tabela. A missão imediata é clara: somar os primeiros três pontos para frear a sequência negativa e recuperar parte da confiança perdida em São Januário. A reação, se vier, pode recolocar o clube em rota de estabilidade. Se não acontecer, a pergunta inevitável permanece no ar: até quando a torcida e a direção suportam um time que joga mais do que o adversário, mas segue sem vencer?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *