Ferj define datas e horários das quartas de final do Carioca
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro define, nesta segunda-feira, as datas e os horários das quartas de final do Campeonato Carioca. Os jogos, em confronto único, começam em 14 de fevereiro e espalham os quatro grandes pelos estádios de São Januário, Nilton Santos e Maracanã.
Quartas em jogo único aumentam pressão sobre os grandes
O novo calendário confirma o Vasco como o primeiro grande a entrar em campo. O time recebe o Volta Redonda no sábado, 14 de fevereiro de 2026, às 21h30, em São Januário, em clima ainda marcado pela vitória recente sobre o Botafogo. O cruz-maltino tenta transformar o bom momento em classificação direta à semifinal, sabendo que não há margem para erro: um jogo ruim significa fim de linha no Carioca.
O único clássico das quartas acontece no Estádio Nilton Santos, com Botafogo e Flamengo frente a frente em duelo de alto risco para os dois lados. Apesar do mando alvinegro, a Ferj confirma divisão igual de 50% para cada torcida nas arquibancadas, medida que muda o ambiente habitual do estádio e exige operação de segurança reforçada. A partida consolida a rivalidade em um momento distinto para cada clube, com o Botafogo ainda digerindo a expulsão de Allan na derrota para o Vasco e o Flamengo empolgado com o início de temporada de Everton Cebolinha.
Fluminense fecha a rodada e puxa expectativas
O Fluminense, campeão da Taça Guanabara no domingo anterior, encerra a série de confrontos. O time enfrenta o Bangu na segunda-feira, 16 de fevereiro, às 18h, no Maracanã, em cenário de festa após a campanha sólida no primeiro turno. O clube volta ao estádio onde levanta a taça contra o Maricá e passa a lidar com a cobrança de confirmar a boa fase em mata-mata, em que 90 minutos separam a euforia da frustração.
A Ferj aposta no formato de confronto único nas quartas de final e na decisão para concentrar a emoção e reduzir conflitos de calendário. A semifinal, porém, mantém jogos de ida e volta, em modelo tradicional que permite correção de rota. A diferença de formatos dentro da mesma fase decisiva altera a estratégia dos treinadores, que lidam com cenários completamente distintos em intervalo de dias.
Impacto esportivo, econômico e de segurança
Os horários definidos ajudam emissoras de TV aberta, canais por assinatura e plataformas de streaming a organizar a grade de programação com semanas de antecedência. Um jogo noturno às 21h30 em São Januário, um clássico em horário nobre no Nilton Santos e uma partida de fim de tarde no Maracanã criam uma sequência pensada para concentrar audiência e manter o torcedor conectado de sábado a segunda. A expectativa é de estádios cheios, com impacto direto em bares, restaurantes, transporte por aplicativo e comércio informal nas imediações.
A divisão meio a meio das torcidas no clássico entre Botafogo e Flamengo reacende o debate sobre segurança em grandes jogos no Rio. Especialistas em gestão de eventos cobram planos detalhados de acesso, revista e escolta de torcedores para evitar confrontos, especialmente nas áreas de integração entre metrô, trem e BRT. A Ferj e os clubes negociam com autoridades estaduais e municipais a ampliação do efetivo policial, além de reforço no monitoramento por câmeras dentro e fora do estádio.
Drama esportivo e agenda apertada
O formato em jogo único nas quartas e na final aumenta o peso de cada minuto em campo. Um cartão vermelho, como o que envolve Allan na derrota para o Vasco, deixa de ser só um episódio de rodada e passa a servir de alerta para jogadores e comissões técnicas. A margem para erro cai, e o impacto emocional de uma expulsão ou de um pênalti mal cobrado pode se arrastar por toda a reta final do Estadual.
Os clubes grandes também olham para o calendário nacional. A definição das datas das quartas de final permite planejar melhor a transição para competições como Copa do Brasil, Brasileirão e torneios continentais. Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco ajustam minutagem de titulares, tempo de recuperação física e logística de viagem para não transformar o Carioca em risco de desgaste excessivo. A decisão da Ferj fecha o quebra-cabeça do Estadual, mas abre espaço para a próxima discussão: o formato atual, com mata-mata em jogo único e semifinal em ida e volta, resiste ao calendário cada vez mais apertado do futebol brasileiro?
