Ciencia e Tecnologia

Vazamento indica PS6 com 30 GB de RAM GDDR7 e portátil de 24 GB

O leaker KeplerL2 divulga, em fevereiro de 2026, supostas especificações de memória do PS6 e de um novo portátil da família PlayStation. Os dados apontam para um salto relevante de desempenho em relação à geração atual, mas levantam dúvidas sobre preço e prazo de lançamento.

PS6 mira memória de PC topo de linha

O vazamento circula em fóruns especializados e redes sociais e coloca o sucessor do PS5 em um patamar próximo ao de PCs entusiastas atuais. Segundo KeplerL2, o PS6 traria 30 GB de memória RAM do tipo GDDR7, tecnologia gráfica de última geração ainda ausente dos consoles no mercado.

O conjunto funcionaria com barramento de 160-bit e velocidade de 32 Gbps, o que resultaria em uma largura de banda de 640 GB/s. Em termos simples, trata-se da quantidade de dados que o chip gráfico consegue mover por segundo, parâmetro decisivo para jogos com texturas mais pesadas, cenários mais amplos e efeitos de luz complexos.

O leaker descreve ainda uma configuração pouco usual de módulos de memória, chamada de Clamshell, com chips de 3 GB cada. A solução permitiria ajustar o volume total de RAM sem seguir apenas os degraus tradicionais de 16 GB ou 32 GB, e teria impacto direto na forma como desenvolvedores distribuem tarefas entre CPU e GPU.

Na comparação com o PS5 Pro, que circula na faixa dos 24 GB de RAM GDDR6, o ganho estimado de desempenho seria de cerca de 11%, de acordo com a análise associada ao vazamento. Esse avanço parece modesto em números absolutos, mas ocorre em um patamar já elevado de performance e tende a se refletir em maior estabilidade de quadros e margem extra para recursos como ray tracing mais agressivo.

Portátil poderoso reacende disputa pela mobilidade

O pacote de informações não se limita ao console de mesa. KeplerL2 descreve também um novo modelo portátil da família PlayStation, ainda sem qualquer confirmação da Sony. O aparelho, segundo o vazamento, teria 24 GB de memória LPDDR5X, padrão usado em celulares premium e notebooks ultraleves de alta performance.

O uso de RAM LPDDR5X indica foco em eficiência energética e mobilidade, sem abrir mão de desempenho bruto. Combinado à arquitetura de CPU AMD Zen 6 e à tecnologia gráfica RDNA 5, o portátil se aproximaria mais de um PC compacto gamer do que de um acessório de streaming, como o PlayStation Portal lançado em 2023.

A escolha da mesma base de arquitetura para PS6 e portátil, se confirmada, facilitaria o trabalho dos estúdios. Jogos poderiam compartilhar motores gráficos, sistemas de física e ferramentas internas, com ajustes de resolução e qualidade visual para caber no hardware de mão.

O cenário reforça um movimento que começa na geração atual, em que a linha entre console de mesa e dispositivo portátil fica mais tênue. A ideia de uma “família” de aparelhos capazes de rodar versões muito próximas do mesmo jogo em diferentes telas interessa não só à Sony, mas também a concorrentes como Microsoft e Nintendo, que apostam em ecossistemas interligados.

Avanço técnico pressiona custos e calendário

O salto de memória tem efeito direto na experiência do jogador, mas cobra seu preço na planilha de custos. GDDR7 e LPDDR5X estão entre os componentes mais caros da cadeia de semicondutores, e a adoção de volumes de 30 GB e 24 GB respectivamente tende a elevar o custo por unidade.

Fabricantes de memória já apontam, desde 2025, ciclos de alta nos preços por causa da demanda por inteligência artificial em data centers e PCs. Nesse contexto, um console com RAM de ponta concorre pelo mesmo tipo de chip usado em placas de vídeo avançadas e servidores, o que dificulta negociações de longo prazo.

Analistas do setor de games estimam que cada aumento relevante de custo de hardware precisa ser compensado com prazo maior de fabricação, subsídios internos ou preço final mais alto. Um PS6 com memória GDDR7 abundante, portanto, poderia chegar às lojas com valor superior ao do lançamento do PS5 em 2020, que começou em US$ 499 em sua versão com leitor de disco.

Há ainda o fator calendário. O próprio KeplerL2 sugere que tanto o novo PlayStation quanto o próximo Xbox podem sofrer atrasos em relação às janelas especuladas inicialmente, justamente pelo impacto da memória no planejamento de produção. “O custo da RAM é hoje um dos principais entraves para fechar o projeto”, aponta o leaker em sua postagem.

Silêncio da Sony mantém especulação em alta

A Sony não comenta rumores de mercado e mantém silêncio público sobre PS6 e eventual portátil. A política é antiga: a empresa só detalha hardware quando está próxima de iniciar campanhas de marketing globais, como ocorreu em 2019 com o PS5.

Enquanto isso, vazamentos como o de KeplerL2 ajudam a desenhar, ainda que de forma incompleta, o horizonte tecnológico da próxima geração. O histórico do leaker, conhecido por antecipar características de chips AMD, confere algum peso às informações, mas não elimina o caráter especulativo do material.

Para jogadores e desenvolvedores, o recado é claro: a próxima leva de consoles tende a tratar memória não apenas como suporte, mas como protagonista da evolução gráfica e de desempenho. Se a Sony conseguir equilibrar esse avanço com preço competitivo e um cronograma de lançamento estável, reforça a liderança técnica que conquistou com o PS4 e manteve com o PS5.

Sem anúncio oficial, porém, a pergunta permanece em aberto: até que ponto a aposta em RAM de ponta pode redefinir a geração que vem, e quanto os consumidores estarão dispostos a pagar por isso?

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