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Fluminense tem retornos de Hércules e Savarino e mira manter embalo contra o Maricá

O Fluminense relaciona Hércules e Savarino para encarar o Maricá, neste domingo (8), às 20h30, no Maracanã, pela sexta rodada do Campeonato Carioca. O time tenta manter a sequência positiva no Estadual, mesmo com desfalques importantes e a situação indefinida de Lima, que tem saída encaminhada para o futebol mexicano.

Retornos mudam panorama de elenco em meio a desfalques

O jogo marca o reencontro do time com o Maracanã em clima de afirmação no Carioca. Invicto em clássicos na temporada, o Fluminense vê o duelo com o Maricá como chance de consolidar o bom momento regional, depois de ter deixado escapar a vitória no Brasileirão ao empatar com o Bahia na rodada passada. A retomada da confiança passa pelo resultado, mas também pela forma como o time se comporta sem algumas de suas principais referências.

A grande novidade da lista de relacionados é Hércules. O volante não entra em campo desde a semifinal da Copa do Brasil de 2025, quando sofre lesão muscular na coxa e inicia um longo processo de recuperação. São meses fora até voltar a ser opção, num retorno que a comissão técnica trata com cuidado, mas que aumenta o leque de alternativas de Luis Zubeldía para o meio-campo. O reforço é visto internamente como peça capaz de dar intensidade na marcação e chegada à frente.

Savarino também reaparece entre os escolhidos após se recuperar de desconforto muscular. O atacante chega num momento em que o setor ofensivo precisa de soluções diferentes, já que Germán Cano segue fora depois de artroscopia no joelho esquerdo. A previsão no clube é de evolução gradual do argentino, mas sem prazo público para volta. Sem o artilheiro das últimas temporadas, Zubeldía reorganiza o ataque e aposta em movimentação mais distribuída entre os homens de frente.

O departamento médico ainda lida com a ausência de Nonato, que sofre lesão muscular de grau 1 e tem estimativa de retorno em cerca de 10 dias. A baixa mexe na rotação do meio-campo em um calendário apertado, com viagens e sequência de jogos entre Carioca e Brasileiro. O peso das lesões obriga o treinador a acelerar testes táticos que, em outras circunstâncias, talvez ficassem para fases mais adiantadas do Estadual.

Martinelli perto dos 300 jogos e Lima em reta final

O confronto desta noite traz um componente simbólico para o elenco. Se entrar em campo, Martinelli atinge a marca de 300 jogos com a camisa tricolor. Formado em Xerém, o meio-campista estreia no profissional em 2020 e atravessa diferentes ciclos de treinadores, títulos e reformulações. A marca o coloca em um grupo restrito de jogadores que conseguem se manter relevantes em um clube de elite por tantos anos. No elenco atual, o número reforça sua condição de referência em um time em constante renovação.

Dentro do clube, a trajetória é tratada como exemplo de continuidade rara no futebol brasileiro, onde contratos curtos e negociações constantes costumam fragmentar projetos. O número redondo de 300 partidas chega justamente em uma temporada em que o Fluminense busca equilibrar a transição de gerações com a manutenção de líderes de vestiário. Em campo, Martinelli oferece ao treinador uma combinação de saída de bola e recomposição defensiva que se torna ainda mais valiosa enquanto Nonato está fora.

No sentido oposto, Lima vive provavelmente os últimos dias no clube. Com acerto encaminhado com o América do México, o meia fica fora da partida e observa à distância a montagem de um Fluminense sem sua presença. A negociação, somada às lesões, força uma reorganização de hierarquias no meio-campo e abre espaço para novos protagonistas na construção ofensiva. A saída também mexe com parte da torcida, que se manifesta nas redes sociais e nos arredores do clube com recados diretos ao jogador.

O contexto fora de campo se mistura ao clima do jogo. Torcedores do Fluminense já enviam mensagens públicas a Lima após a notícia do acerto com o clube mexicano, enquanto o departamento de futebol trabalha para fechar a transação e avançar na reposição interna. A direção tenta administrar a transição sem abalar o ambiente num momento em que o foco oficial está na Taça Guanabara e na sequência do Estadual.

Pressão por resultado e afirmação no Carioca

O compromisso no Maracanã vale mais do que três pontos na tabela. Após o tropeço recente no Brasileirão, quando cede empate ao Bahia e deixa escapar uma vitória que parecia encaminhada, o Fluminense enxerga o Campeonato Carioca como espaço para recuperar a força competitiva. A equipe soma boas atuações no Estadual e se mantém invicta em clássicos, cenário que sustenta a confiança de torcedores e comissão técnica.

O time titular escalado por Zubeldía reforça essa busca por estabilidade. A formação conta com Fábio; Samuel Xavier, Freytes, Jemmes e Renê; Bernal, Martinelli e Lucho Acosta; Canobbio, Serna e John Kennedy. A base repete comportamentos já vistos em jogos anteriores, com laterais apoiando, meio-campo técnico e ataque de muita movimentação. A presença de John Kennedy na referência ofensiva evidencia a aposta em velocidade e finalização rápida, sobretudo sem Cano à disposição.

Do outro lado, o Maricá, comandado por Marcus Alexandre, leva a campo Yuri Duarte; Almir Sota, Magno Nunes, Victor Pereira e Rafael Forster; Rafael Carioca, Magno Souza, Wellington e Denílson; Caio Vitor e Pablo Thomaz. O adversário chega ao Maracanã disposto a travar um jogo mais físico, com linhas compactas e tentativa de acelerar contra-ataques. A estratégia exige atenção redobrada do Fluminense na transição defensiva, ponto que sofre críticas pontuais nas últimas partidas.

A arbitragem fica a cargo de Bruno Mota Correia, auxiliado por Daniel de Oliveira Alves Pereira e Naiara Mendes Tavares. No vídeo, atua Grazianni Maciel Rocha. A bola rola às 20h30, com transmissão em canais de TV fechada, pay-per-view e internet, o que amplia a exposição do time num momento em que patrocinadores acompanham de perto desempenho e audiência. O entorno financeiro se conecta diretamente aos resultados em campo, num cenário de receitas cada vez mais pressionadas por premiações e rankings.

Taça Guanabara como termômetro e testes para a temporada

A campanha no Carioca, em especial na Taça Guanabara, funciona como termômetro para as ambições do Fluminense em 2026. A manutenção da invencibilidade em clássicos fortalece o rótulo de protagonista estadual e influencia a maneira como o time chega às fases eliminatórias. Uma vitória sobre o Maricá consolida a equipe no topo da tabela e ajuda a reverter a sensação de instabilidade deixada pelos últimos resultados no Brasileirão.

O jogo desta noite também oferece a Zubeldía a chance de testar em cenário real os retornos de Hércules e Savarino, administrar a minutagem de Martinelli às vésperas de um marco histórico e redesenhar o meio-campo sem Lima. Cada minuto em campo serve para ajustar movimentos que, em breve, precisarão funcionar sob pressão máxima, nas fases decisivas do Estadual e em confrontos mais pesados pelo país. A resposta que o time dará diante do Maricá indicará se o Fluminense está apenas cumprindo tabela ou se realmente consolida um padrão de jogo capaz de sustentar o ano todo.

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