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Temporal com granizo atinge Serra e Meio-Oeste de SC neste sábado

Um temporal com vento forte, chuva intensa e granizo atinge cidades da Serra e do Meio-Oeste de Santa Catarina na tarde deste sábado (7). Moradores de Lages, Luzerna e Joaçaba registram em vídeo a chegada da frente fria. Até as 17h, não há registro de ocorrências graves.

Chuva rápida, granizo e canais cheios em poucas horas

A tempestade começa a ganhar força no início da tarde e avança rápido pela região serrana em direção ao Meio-Oeste. Em poucos minutos, o céu escurece, o vento aumenta e as primeiras pedras de gelo aparecem sobre telhados, carros e pátios de casas. Nas redes sociais, moradores publicam fotos e vídeos que mostram ruas encobertas por uma fina camada de granizo.

Em Lages, a chuva intensa em curto espaço de tempo faz subir o nível de canais e bocas de lobo. Em Luzerna e Joaçaba, motoristas reduzem a velocidade e buscam abrigo em postos de combustível e estacionamentos cobertos. A Defesa Civil já havia emitido alerta para a possibilidade de temporais com granizo ao longo do dia, o que ajuda parte da população a se preparar e evitar áreas de risco.

O órgão estadual informa, no boletim das 16h, que a combinação de calor e umidade, somada à aproximação de uma nova frente fria, cria o cenário ideal para tempestades. “Temos chuva pontualmente intensa, com rajadas de vento e chance de granizo em várias regiões”, alerta a Defesa Civil em comunicado. O aviso vale entre a tarde deste sábado e a manhã de domingo (8), com monitoramento constante por equipes locais.

Florianópolis tem alagamentos pontuais e risco alto em várias regiões

Na capital, a chuva chega com menos intensidade, mas provoca pontos de alagamento em diferentes bairros. Até por volta das 17h, não há registro de estragos significativos em Florianópolis, segundo a Defesa Civil municipal. O aplicativo de trânsito Waze indica trechos com água acumulada em vias de grande fluxo, o que obriga motoristas a redobrar a atenção e procurar rotas alternativas.

Entre este sábado e a manhã de domingo, a nova frente fria mantém o tempo instável em boa parte do Estado. A Defesa Civil classifica como alto o risco de destelhamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores, granizo ocasional, alagamentos e enxurradas na Grande Florianópolis, em áreas do Vale do Itajaí, no Litoral Norte e Litoral Sul, além de pontos isolados dos Planaltos. Nas demais regiões catarinenses, o risco é considerado moderado, mas o órgão reforça que a situação pode mudar com a evolução das nuvens de tempestade.

Nas cidades já atingidas, o principal impacto recai sobre a mobilidade e a rotina de fim de semana. Famílias adiam compromissos, comerciantes fecham portas mais cedo e agricultores acompanham apreensivos a chuva sobre lavouras e pastagens. Em bairros mais baixos, moradores observam o avanço da água pelas calçadas e verificam se os pátios suportam o volume de chuva sem que a água entre nas casas.

Ainda não há balanço oficial sobre volumes de chuva ou rajadas de vento, mas a percepção de quem está nas ruas é de intensidade acima do normal para um intervalo tão curto. “A chuva começou fina e, em menos de dez minutos, já estava difícil enxergar a frente do carro”, relata um morador de Joaçaba em vídeo publicado nas redes sociais. Em outro registro, de Luzerna, dá para ouvir o barulho do granizo batendo em telhas de fibrocimento.

Monitoramento reforçado e expectativa para as próximas horas

Com o alerta mantido até a manhã de domingo, a Defesa Civil orienta que moradores evitem áreas alagadas, não tentem atravessar ruas com correnteza e busquem abrigo em locais seguros durante as pancadas mais fortes. A recomendação inclui retirar veículos de pontos conhecidos por alagar e desligar aparelhos eletrônicos em caso de descargas elétricas frequentes. O órgão reforça ainda a importância de acompanhar avisos oficiais por canais de comunicação confiáveis.

Prefeituras e equipes de emergência seguem em estado de atenção neste fim de semana. Técnicos monitoram o nível de rios e córregos, enquanto equipes de trânsito acompanham os reflexos nas principais vias de acesso. O cenário das próximas horas depende da velocidade de deslocamento da frente fria e da persistência das nuvens carregadas sobre o Estado. A população, que já convive com verões cada vez mais marcados por eventos extremos, volta a ajustar a rotina ao ritmo de temporais que chegam, muitas vezes, em questão de minutos. A pergunta que permanece é se as cidades catarinenses conseguirão adaptar infraestrutura e planejamento à nova frequência desses episódios.

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