Ultimas

Inmet mantém alerta vermelho de chuva extrema em SP, RJ e MG

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém até o fim deste domingo (8) o alerta vermelho de grande perigo para chuva extrema em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A previsão indica acumulados acima de 100 milímetros em 24 horas e eleva o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis.

Região Sudeste sob risco máximo de temporais

O novo aviso é atualizado neste sábado (7) e reforça a situação de atenção máxima em parte da Região Sudeste. O alerta vermelho é o nível mais alto na escala do Inmet e indica cenário de grande perigo, quando a intensidade da chuva pode provocar danos significativos em áreas urbanas e rurais. A combinação de solo encharcado, rios cheios e mais água em pouco tempo aumenta a chance de ocorrências graves em cidades já marcadas por enchentes e deslizamentos.

Segundo o órgão, a chuva prevista supera 100 milímetros por dia, patamar considerado extremo para um intervalo de 24 horas. Na prática, isso significa que, em um único dia, pode chover o equivalente a mais de metade do volume de todo um mês em algumas localidades. O Inmet aponta “grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, deslizamentos de encostas, em cidades com áreas de risco”, sobretudo em regiões densamente povoadas e com ocupação recente de morros e margens de córregos.

Frente fria avança e amplia instabilidade também no Sul

A intensificação dos temporais está ligada à aproximação e atuação de uma frente fria, que encontra ar mais quente e úmido sobre o Sudeste e o Sul. Esse contraste de massas de ar favorece nuvens carregadas e chuva persistente, muitas vezes acompanhada de rajadas de vento e descargas elétricas. O cenário se repete em diferentes verões brasileiros e costuma expor fragilidades históricas de drenagem, ocupação urbana e resposta a desastres.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil estadual prevê um fim de semana de instabilidade forte. Entre este sábado (7) e a manhã de domingo (8), a mesma frente fria traz temporais e chuva pontualmente intensa, principalmente na Grande Florianópolis, em partes do Vale do Itajaí, no Litoral Norte e Sul e em áreas menores dos planaltos. O órgão classifica o risco como alto para destelhamentos, danos à rede elétrica, queda de galhos e árvores, granizo ocasional, além de alagamentos e enxurradas repentinas. Nas demais regiões catarinenses, o risco é moderado, mas exige monitoramento contínuo.

Impacto direto nas cidades e na rotina da população

O alerta máximo do Inmet pressiona prefeituras e defesas civis municipais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais a reforçarem ações de prevenção. Funcionários passam a acompanhar de perto o nível de rios, córregos e encostas instáveis, enquanto equipes de pronta resposta permanecem mobilizadas para evacuações emergenciais e resgate de famílias em áreas de risco. Em grandes centros urbanos, o volume de água previsto tende a comprometer o trânsito, provocar interdições de vias e atrasar o transporte público, especialmente em corredores já sujeitos a enchentes recorrentes.

Para moradores de encostas e margens de rios, a orientação é clara: qualquer sinal de instabilidade deve ser levado a sério. Rachaduras recentes em paredes ou no chão, portas que deixam de fechar, sons de estalo em barrancos e aumento rápido no nível da água são sinais de alerta. Nesses casos, a recomendação é deixar o local e buscar abrigo em casas de parentes, amigos ou em estruturas indicadas pela Defesa Civil. O órgão reforça que “a prioridade é preservar vidas”, ainda que isso implique a saída temporária de casa e perdas materiais.

Histórico de tragédias e fragilidades expostas

A repetição de temporais intensos reacende a memória recente de desastres na região Sudeste. Enchentes e deslizamentos em cidades mineiras e fluminenses, nos últimos verões, deixaram dezenas de mortos e milhares de desabrigados. Em São Paulo, alagamentos em eixos como Marginal Tietê, Marginal Pinheiros e avenidas de fundo de vale vêm se tornando rotina a cada verão chuvoso, com prejuízos milionários para o comércio e para o transporte de cargas.

Especialistas em clima e urbanismo apontam que o problema não se resume à quantidade de chuva. A combinação de ocupação irregular em encostas, falta de áreas verdes, drenagem deficiente e descarte inadequado de lixo transforma cada temporal em uma prova de resistência das cidades. Quando os alertas meteorológicos se tornam mais frequentes e precisos, o desafio passa a ser a capacidade de resposta dos governos e da população para reduzir danos e evitar novas tragédias.

Próximas horas são decisivas e exigem atenção contínua

Com a manutenção do alerta vermelho até o fim de domingo (8), o monitoramento se torna minuto a minuto em pontos considerados críticos nos três estados. Equipes de Campo da Defesa Civil, bombeiros, guardas municipais e concessionárias de energia se organizam para atuar em eventuais quedas de árvores, interrupções de fornecimento e desobstrução de vias. Municípios com histórico de deslizamentos intensificam vistorias e podem acionar planos de evacuação preventiva em bairros mais expostos.

O Inmet e os órgãos estaduais recomendam que a população acompanhe as atualizações pelos canais oficiais, evite atravessar áreas alagadas e não se abrigue sob árvores durante tempestades. As próximas 24 horas podem definir se a região lidará apenas com transtornos pontuais ou com novos episódios de destruição. A diferença, mais uma vez, passa pela atenção às orientações de segurança e pela capacidade de agir antes que a água suba e o solo ceda.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *